TJMG nomeia juízes colaboradores para sentenciar processos conclusos há mais de oito anos
Finalmente a presidência do TJMG, Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, atendeu uma reivindicação do juiz titular da Primeira Vara Cível da Comarca local e da 57ª subseção da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, nomeando quatro juízes para cooperarem em Guaxupé.rn
Após a criação da Vara Criminal local, em dezembro de 2011, Maria Beatriz Beassuti assumiu como juíza titular da Primeira Vara Cível local. Naquela ocasião ela encontrou 1.387 processos conclusos para sentença e ou despacho no gabinete. Apesar dos esforços envidados, trabalhando durante todo o recesso do final daquele ano, ela conseguiu sentenciar e ou despachar 1.130 autos judiciais.rn
Em 02 de janeiro de 2012, do acervo encontrado no gabinete, ainda restavam 257 processos. No final daquele mês a magistrada colocou em dia todos os processos que ela havia encontrado no gabinete, porém o que ela não esperava era encontrar mais de 3.800 paralisados em uma das prateleiras da secretaria. Diante do fato ela convocou uma entrevista coletiva de imprensa expondo a situação, além de comunicar o fato à Corregedoria do Judiciário Mineiro.rn
A Corregedoria determinou, em setembro de 2012, que a juíza corregedora Andréia Cristina fizesse uma correição extraordinária na Primeira Vara Cível e na Vara Criminal.rn
Em entrevista concedida à reportagem do Correio Sudoeste, a juíza Andréia confirmou a situação precária em que se encontrava a Primeira Vara Civil.rn
Temendo por problemas futuros, a então juíza titular da Primeira Vara, Maria Beatriz, requereu sua remoção para uma das varas criminais da grande Belo Horizonte.rn
Em virtude do grande acervo de processos, e dos quase quatro mil processos atrasados, nenhum juiz quis assumir a Vara de Justiça.rn
Mesmo sabendo do que iria encontrar pela frente, o juiz Milton Furquim, num ato de coragem e de desprendimento, em junho de 2013, assumiu um dos maiores desafios de sua vida, presidir a Primeira Vara Cível.rn
Trabalhando dia e noite, durante os feriados e finais de semana ele conseguiu fazer com que a prestação judiciária fluísse. Infelizmente vieram os percalços da vida, teve que ser submetido a uma cirurgia de urgência. Antes mesmo que terminasse seu período de afastamento, sofreu um enfarto, tendo que permanecer ausente por mais um período.rn
Descumprindo recomendação médica o juiz retorna aos trabalhos, sendo recebido calorosamente com uma festa surpresa com a presença maciça dos servidores do Fórum local.rn
Também coube a ele cooperar na Comarca de Guaranésia durante a licença-maternidade da juíza titular, Cristiane Vieira Zampar.rn
Apesar de todos os esforços envidados, ainda restam 401 processos para serem sentenciados do acervo encontrado pela juíza Maria Beatriz, em dezembro de 2011. São autos judiciais que demandam tempo para análise e apreciação do magistrado, além de relatórios longos.rn
Diante destes fatos Milton Furquim e o presidente da OAB, Marco Antônio Alves, vinham solicitando que o TJMG enviasse juízes colaboradores para sentenciarem os mencionados processos.rn
Finalmente, no último dia 11, foi espedida a portaria nº 3.692/PR/2017 designando os juízes, Bruno Henrique Tenório Taveira, Adriano Zocche, Elton Pupo Nogueira e Tunier Cristian Malheiros Lima para colaborarem em Guaxupé, sentenciando os 401 processos.rn
Atualmente o juiz Milton Furquim encontra-se de licença para tratamento de saúde devendo retornar às suas atividades em julho próximo.
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