Supermercados defendem contrato de trabalho por hora
Representantes do setor supermercadista defenderam o contrato de trabalho por hora como solução para a dificuldade de preenchimento de vagas. O tema foi abordado na abertura do festival Apas Show, em São Paulo. O presidente da Associação Paulista de Supermercados, Erlon Ortega, destacou que há 35 mil postos em aberto no estado, mas os trabalhadores buscam maior flexibilidade. Ele propôs o modelo horista e a conexão das vagas com programas sociais.rn
O presidente da Abras, João Galassi, argumentou que a jornada por hora dá liberdade ao trabalhador para definir seu tempo de trabalho. Ele comparou a modalidade à flexibilidade de motoristas de aplicativos e afirmou que o setor também se beneficiaria com o modelo.rn
O contrato intermitente, instituído pela reforma trabalhista de 2017, foi confirmado como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2024, apesar das críticas de entidades sindicais, que apontam precarização e remuneração abaixo do salário mínimo. Segundo a legislação, o trabalhador intermitente recebe benefícios proporcionais ao período trabalhado, com convocação antecipada de três dias e permissão para trabalhar em outras empresas no período de inatividade.rn
Para o presidente da Abras, João Galassi, o pagamento da jornada por hora traz mais liberdade de escolha ao trabalhador. rn
"O que é melhor? Seis por um, quatro por três, cinco por dois? Nenhuma dessas alternativas. O que é melhor para os nossos colaboradores é a liberdade de poder escolher sua jornada de trabalho. Isso só será possível se tiver a liberdade de ser contratado por hora", opinou.rn
Galassi disse ainda que o setor também se beneficia com o modelo, além de afirmar que, mesmo os funcionários que optassem por esse regime, continuariam tendo carteira assinada e a possibilidade de remuneração maior.rn
"Cada semana é uma semana. Ela tem que ter o direito de trabalhar quantas horas ela desejar, tem que ter o direito de garantir sua ambição pessoal, a sua vontade de ou ganhar mais ou ganhar menos, de escolher", finalizou, comparando com flexibilidade dos motoristas de aplicativos de transporte.rn
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Agência Brasilrn
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