SAUDADE E FÚRIA “SABOR DE VIDRO E CORTE”
Dificuldades em fazer o bem que se quer, facilidade em fazer o mal que mais detesta.rn
Mentira transformada em verdade... Trevas sendo mais procuradas e valorizadas que a luz.rn
Lobo convencendo mais, cordeiro já não comove mais.rn
De tanto joio plantado, já nem vemos mais o trigo sufocado.rn
Será a nossa natureza inclinada à concupiscência? Será o mundo ensandecido e abarrotado de propostas permissivas?rn
Rupturas ao longo do processo de desenvolvimento de um ser humano geram mágoas, frustrações, angústias de alma.rn
Onde deveria surgir o amor, o desamor cria raízes profundas.rn
No passar do tempo, todas as vezes em que o indivíduo ferido estiver diante de pessoas ou situações que lhe fizerem recordar – direta ou indiretamente – a ausência da ternura, surge então a saudade do que deveria ter experimentado, mas não viveu.rn
Acumuladas as mágoas, maiores serão as chances de erupções de fúria, assustando a todos, por ser algo de força desproporcionalmente exagerado ao evento causador do desequilíbrio.rn
Eis o perigo de sempre da falta de amor.rn
Qual é o remédio para curar essa doença comportamental senão o próprio amor!rn
O próprio amor faz crescer o amor próprio e desenvolver o amor pelo próximo.rn
É assim, perseverantes no amor, que deixaremos de sentir o “sabor de vidro e corte”, pra utilizar aqui uma expressão de Milton Nascimento.rn
Eis então que nos será revelado: a esperança do reencontro é mais forte que a angústia da saudade.rn
Rodrigo Fernando Ribeirorn
Psicólogo – CRP-04/26033
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