Santa Casa rebate denúncia de vereador por suposta ‘retaliação’ e solicita respostas em até 24 horas

Mar 18, 2025 - 20:44
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Santa Casa rebate denúncia de vereador por suposta ‘retaliação’ e solicita respostas em até 24 horas
Santa Casa rebate denúncia de vereador por suposta ‘retaliação’ e solicita respostas em até 24 horas
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A Câmara Municipal de Guaxupé divulgou na manhã desta terça-feira, dia 18, uma notícia informando que o vereador  Leonardo Donizetti de Moraes (Léo Moraes), usou o grande expediente da 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal para relatar um suposto tratamento diferenciado que teria recebido na Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé. Segundo o parlamentar, a situação estaria ligada à sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a gestão administrativa e financeira do Pronto Socorro da instituição. rn

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Abaixo, a íntegra do texto que foi enviado à imprensa e postado no site e redes sociais da Câmara: rn

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De acordo com Léo, a experiência vivida por ele e por seus familiares nos últimos dias foi "terrível e horrível", destacando que o atendimento médico e da equipe de enfermagem foi adequado, mas que a abordagem de seguranças e de membros da administração da Santa Casa foi marcada por um tratamento diferenciado, que ele considera uma retaliação pela CPI concluída no fim do ano passado. 
O vereador relatou dificuldades enfrentadas no hospital, especialmente após sua mãe sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ser internada na unidade de saúde. Ele destacou que não recebeu a mesma assistência que outros cidadãos costumam ter em hospitais de outras cidades e que, em vez de ser recebido por um profissional de assistência social ou um médico, foi abordado por um segurança que o colocou para fora do local. 
"O nome 'vereador' hoje na Santa Casa está sendo tratado de forma diferente. Me senti pessoalmente prejudicado por ser vereador e por ter participado da CPI", afirmou Leonardo Donizetti, mencionando que enfrenta obstáculos para acompanhar sua mãe na internação. 
O vereador reforçou que sempre procurou colaborar com a Santa Casa, inclusive destinando emendas impositivas para a instituição. No entanto, segundo ele, após a conclusão da CPI, percebeu que seu nome passou a ser tratado de maneira hostil dentro do hospital. "Fiquei assustado com essa situação e quero deixar registrado para me resguardar, porque se eu precisar da Santa Casa, quero ser tratado como qualquer outro cidadão", concluiu. 
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Logo que o texto foi postado nas redes sociais da Câmara, muitos moradores foram comentar a situação. Alguns concordaram com a ‘reclamação’ do vereador e outros questionaram se ele teria usado de sua posição política para ter um melhor atendimento. rn

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No início da noite, o advogado José Rodrigues da Silva Valente, representando a Irmandade de Misericórdia de Guaxupé, encaminhou um ofício à Câmara Municipal manifestando indignação e solicitando no prazo de 24 horas, que o vereador Léo Moraes esclareça e prove as acusações que fez, para identificar quais profissionais praticaram a ‘retaliação’ e ainda, “caso não haja elementos concretos que fundamentem suas declarações, solicitamos que o parlamentar faça a devida retratação pública, reconhecendo a improcedência de suas alegações.  rn

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Também solicitaram direito de resposta para publicação no perfil oficial da Câmara, de esclarecimento em igual espaço e formato, a fim de corrigir eventuais distorções e resguardar a credibilidade da instituição. rn

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Por fim, “considerando que o vereador, em seu exercício parlamentar, utilizou sua posição para obter tratamento privilegiado em favor de familiar, e, diante da negativa fundamentada nas normas institucionais da Santa Casa, passou a imputar publicamente supostas retaliações sem qualquer comprovação, solicitamos que a Presidência da Câmara Municipal apure a conduta do vereador Leonardo Donizetti de Moraes, diante da possível violação do decoro parlamentar, conforme o Regimento Interno desta Casa Legislativa, sem prejuízo de eventual prática de improbidade administrativa e crime contra a administração pública cujos subsídios devem ser encaminhados ao Ministério Público, sob pena de prevaricação”. rn

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