Redes da Meta facilitam aplicação de golpes financeiros, aponta estudo

Fev 7, 2025 - 14:49
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Redes da Meta facilitam aplicação de golpes financeiros, aponta estudo
Redes da Meta facilitam aplicação de golpes financeiros, aponta estudo

O Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab) da UFRJ publicou um estudo sobre a presença de anúncios maliciosos nas redes sociais da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp). O objetivo foi ampliar o conhecimento sobre a publicidade enganosa e os golpes aplicados aos cidadãos brasileiros.rn

Monitoramento e Contextorn

Entre 10 e 21 de janeiro de 2025, o NetLab monitorou intensamente essas plataformas, período que coincidiu com a Instrução Normativa 2.219/2024 da Receita Federal. Essa norma obrigava operadoras de cartões e instituições de pagamento a apresentarem informações financeiras semestrais, gerando uma onda de fake news sobre a taxação de transações via Pix. A desinformação levou o governo a revogar a regra no dia 15 de janeiro.rn

Dados do Estudorn

A pesquisa identificou 151 anunciantes responsáveis por 1.770 anúncios maliciosos e mapeou 87 sites fraudulentos. Após a revogação da norma, houve um aumento de 35% nos conteúdos fraudulentos nas plataformas da Meta.rn

Anúncios Fraudulentosrn

Muitos anúncios simulavam páginas de instituições públicas e privadas, com 40,5% sendo veiculados por anunciantes que se passavam pelo governo federal. Os anúncios exploravam a desinformação sobre políticas públicas de inclusão financeira, prometendo acesso a programas governamentais reais e fictícios, como Resgata Brasil e Benefício Cidadão.rn

Os golpistas ofereciam serviços para identificar valores ou resgatar benefícios, induzindo os usuários a pagar taxas antecipadas. Alguns anúncios promoviam guias fraudulentos para "driblar a taxação do Pix".rn

Ferramentas de Marketing e Inteligência Artificialrn

As ferramentas de marketing da Meta foram usadas para direcionar anúncios maliciosos a públicos segmentados, maximizando o alcance das fraudes. Foram identificados 1.244 anúncios fraudulentos (70,3% do total) com uso de inteligência artificial, incluindo deepfakes. A imagem do deputado federal Nikolas Ferreira foi manipulada em 561 anúncios, mostrando o parlamentar anunciando medidas fictícias.rn

Personalidades Públicas Manipuladasrn

Além de Nikolas Ferreira, outras figuras públicas tiveram suas imagens exploradas, como o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o jornalista William Bonner.rn

Impacto das Fraudesrn

Fraudes baseadas em Pix e boletos bancários são os crimes digitais que mais geram receitas no Brasil, causando prejuízo de R$ 25,5 bilhões anuais. Um levantamento da Silverguard revelou que 79,3% dos casos denunciados começaram nas plataformas da Meta: 39% no WhatsApp, 22,6% no Instagram e 17,7% no Facebook.rn

Fragilidades da Metarn

O NetLab critica a falta de transparência no tratamento dos dados pessoais e a falta de controle contra publicidade enganosa nas plataformas da Meta. Estudos indicam que o alto volume de anúncios fraudulentos reduz a capacidade dos usuários de identificar anúncios autênticos.rn

Resposta da Metarn

A Meta afirmou que anúncios fraudulentos não são permitidos e que estão aprimorando a tecnologia para combater atividades suspeitas. Recomendaram que os usuários denunciem conteúdos suspeitos através dos aplicativos.rn

Conclusãorn

O estudo do NetLab aponta fragilidades nos processos de verificação de anunciantes da Meta, destacando a necessidade de maior controle e transparência para proteger os usuários de golpes online.rn

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Com informações de Agência Brasil

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