Proporcionando várias atividades, Casa da Criança completa 50 anos e desperta interesse dos assistidos e acolhidos

Jan 8, 2014 - 22:42
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Proporcionando várias atividades, Casa da Criança completa 50 anos e desperta interesse dos assistidos e acolhidos
Proporcionando várias atividades, Casa da Criança completa 50 anos e desperta interesse dos assistidos e acolhidos

A “Casa da Criança Dr. José Costa Monteiro” estará completando o seu cinquentenário na próxima terça-feira, 18, porém sua história remonta à década de 1950, época em que o saudoso bispo diocesano, Dom Inácio João Dal Monte, pregava a necessidade da criação de uma casa de assistência às “crianças órfãs”.rn

A partir da ideia de Dom Inácio, a saudosa Eugênia Costa Monteiro, Dona Gena, encabeçou um movimento e muito contribuiu com seus recursos próprios para que fosse construído o atual prédio da Avenida Dona Floriana, 272, onde atualmente encontram-se instaladas a Casa da Criança e a Delegacia de Polícia Civil.rn

Naquela época chegou a ser instalada, naquele prédio especialmente construído, a “Casa da Divina Providência”, que na verdade era um orfanato para meninas e administrado pelas irmãs de caridade. A instituição chegou a funcionar por alguns anos no início da década de 1960.rn

Também foi criado, no início daquela década, o SOS, Serviço de Obras Sociais, entidade que também tinha por finalidade amparar e assistir crianças e jovens em condições de vulnerabilidade.rn

Em 18 de novembro de 1964 as duas instituições se uniram e uma nova diretoria foi eleita, ficando assim constituída: presidente, Annibal Ribeiro do Valle; 1º vice-presidente, Dr. Dolor dos Santos Coragem; 2º vice-presidente, Vicente Frota Filho; 3º vice-presidente, Odilon Costa; 1º secretário, Norberto Pasqua; 2º secretário, Agnaldo de Oliveira Silva; 1º tesoureiro, Jaime Augusto Jerônymo; 2º tesoureiro, Augusto Fernandes Gonçalves.rn

Na atualidade a Casa da Criança é administrada por uma diretoria composta pelo presidente, Vicente Silvério Marques e pelos demais membros, Florindo Elizeu Smargiassi, Juliana Aparecida Gonçalves, Carlos Henrique Dias, Ana Maria de Andrade, Cleide Aparecida Teixeira, Amanda Cólimo Gomes Gonçalves, Joaquim Alcindo Borges, Maurício Martins, Lilian Maria Soares Castro e Antônio Alexandre Paschoalini e supervisionada por um Conselho Fiscal, com seis integrantes, sendo que destes três são efetivos, Ana Claudia Gurgel Fernandes, Tatiane Chaves Assis e Willian Guilherme de Araújo e mais três suplentes, Agar Lúcia da Silva, Ana Lívia Silva de Castro e Sérgio Donizete de Oliveira.rn

A instituição não está subordinada a nenhum outro órgão, apenas mantem parceria com outras entidades.rn

Conforme explica o atual presidente da Casa da Criança, Vicente Silvério Marques, naquela época a situação era bem diferente da atual. Naquela época o problema maior era o grande número de crianças órfãs e ou carentes que necessitavam de assistência, porém na grande maioria não estavam sujeitas às condições de risco tão graves como as de agora. Atualmente a situação é muito mais complexa, principalmente pela proliferação das drogas ilícitas, famílias desestruturadas, pais que se encontram recolhidos em instituições prisionais, fazendo com que estas crianças permaneçam em uma situação “precaríssima”.rn

No passado a demanda maior destas crianças era por alimentação, vestuário, escola, entre outros.rn

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Assistência

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Atualmente a instituição assiste 120 crianças de seis a 14 anos e acolhe mais 13 que foram afastadas da família por ordem judicial.rn

Todos os assistidos estudam na rede municipal durante um período do dia, permanecendo na “Casa da Criança” no outro período.rn

A todos é servido o almoço na instituição. Os que frequentam no período matutino, assim que chegam, também recebem o café da manhã. Aos que frequentam no período vespertino é servido o café da tarde.rn

Eles participam de várias atividades, com aulas de informática, auxílio através de monitoras para execução do dever escolar, práticas esportivas como hip hop, ginástica artística, participação em coral, confecção de artesanato, atividades de relaxamento, hora cívica, com o canto do Hino Nacional todas as segundas-feiras.rn

Já os “acolhidos”, com idade variando de zero a 18 anos, residem na instituição, recebendo toda a assistência e, inclusive, dependendo da idade são encaminhados para as creches e escolas.rn

Através de veículo próprio, a instituição proporciona o transporte das crianças com idade inferior para as creches, para tratamento médico, entre outros. Graças a uma parceria e a um convênio com uma empresa de ônibus é disponibilizado o transporte gratuito para os demais, seja da residência para a escola, da escola para a Casa da Criança e o retorno para a casa.rn

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Receitas

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Segundo o presidente, a principal fonte de receita é a subvenção da Prefeitura, acrescida do aluguel pago pela municipalidade do restante do prédio, ocupado pela Delegacia Regional de Polícia, o aluguel de um imóvel de propriedade da instituição, localizado na Rua Presidente Vargas (Balaustra), colaboração de algumas empresas com doação em espécie e ou em prestação de serviços, contribuições mensais de pessoas físicas, rendas de um bazar, além de doações de alimentos e produtos de limpeza.rn

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Administração

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A instituição conta com 28 funcionários, sendo que deste total, 15 estão por conta das 13 crianças assistidas. Conforme explica Vicente, são crianças de ambos os sexos e que demandam assistência 24 horas por dia, proporcionando um custo altíssimo. Os outros 13 funcionários se dedicam às mais diversas atividades como setor administrativo, cozinha, monitores, serviços gerais, motorista, entre outros.rn

Alguns voluntários também contribuem com a entidade, dentre eles, professores, pastores evangélicos, freiras da Igreja Católica, cabeleireiras, dentre outros.rn

Através de um convênio com o Unifeg é desenvolvido um trabalho dos alunos daquela instituição com os assistidos em diversas áreas, dentre elas: informática, enfermagem, técnicas desportivas.rn

Graças às parcerias e aos convênios com empresas e pessoas físicas tem sido possível proporcionar passeios e visitas à empresas, onde os assistidos têm a oportunidade de conhecerem vários ramos de atividades econômicas, despertando nos mesmos interesses por determinadas profissões ou áreas de atuação.rn

Ao final de cada excursão os assistidos fazem um relatório do que viram ou presenciaram.rn

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Nova visão

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Conforme menciona Vicente Marques, num passado remoto, as crianças e adolescentes viam a Casa da Criança como um local de repressão, como se fosse uma “Casa de Custódia”, porém na atualidade esta mentalidade mudou. Os assistidos e acolhidos têm prazer em frequentar a Casa, seja pela acolhida que recebem, ou pelo carinho que são tratados. (WF)

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