Polo da Moda, profecia de empresário parece ter se concretizado
O vereador Jorge Batista Bento questionou a não ocupação do loteamento, solicitando que representantes da administração municipal expusessem a verdadeira situação em que se encontra o local.rn
Os secretários municipais, de Meio Ambiente, Marcos Emanuel e de Administração, Rafael Olinto; além da coordenadora da secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Gisele apresentaram um relatório completo no início da última sessão ordinária, na segunda-feira, 22.rn
Segundo os representantes da Prefeitura, como a administração de Roberto Luciano iniciou as obras sem o devido “licenciamento ambiental”, a municipalidade sofreu uma multa de R$ 28 mil.rn
O loteamento foi construído literalmente embaixo de uma rede de alta tensão, o que contraria as normas técnicas.rn
Depois de muita negociação, a Cemig concordou com a remoção da rede, sendo a mesma desviada para as adjacências.rn
Outro problema, transposição das redes de abastecimento de água potável. O loteamento encontra-se na outra margem da rodovia Br. 491.rn
Apesar destes e de outros problemas de natureza técnica, ainda na administração do ex-prefeito, foi realizado um procedimento onde 64 lotes foram disponibilizados para 51 empresas.rn
Em fevereiro de 2015, a Prefeitura conseguiu a licença ambiental. A partir de março daquele ano foram notificados os donatários para que no prazo de 60 dias apresentassem os respectivos projetos arquitetônicos. Alguns deles alegaram que o período era insuficiente tendo a Prefeitura prorrogado o prazo para 29 de julho de 2015.rn
Vários pretensos donatários, alegando falta de recursos financeiros, requereram o distrato do negócio, outros requereram dilação de prazo para início das construções.rn
Segundo um relatório exarado, uma empresa encontra-se funcionando efetivamente, e 18 teriam iniciado as construções.rn
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Relembrando
rnAo que tudo indica, a ocupação efetiva do chamado Polo da Moda está longe de acontecer.rn
O Polo da Moda na verdade é um loteamento criado na administração do prefeito Roberto Luciano Vieira e que foi alvo de intermináveis denúncias que iam desde superfaturamento na desapropriação da área, falta de licenciamento, transgressão a normas técnicas, além de outras.rn
Quando de sua criação, vários empresários concederam entrevistas aos órgãos de imprensa alertando que o projeto seria inviável e que tinha, supostamente, intenção eleitoreira. Naquela época o empresário Hélio Silva, em entrevista concedida a um jornal local, já mencionava que dificilmente os médios e pequenos empresários teriam condição de se instalarem lá.rn
Hélio Silva questionava que a maioria dos empresários ligados ao ramo calçadista não tinham sequer capital de giro, então como iriam aplicar recursos na construção de prédios e demais instalações.rn
Parece que a profecia de Hélio se concretizou. Quase oito anos se passaram e apenas uma empresa se instalou naquele polo industrial. (WF) rn
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