OAB investiga se advogado participou de falsas acusações contra autoridades e membros da imprensa
Na última segunda-feira, 29, foi encaminhado à 57ª Subseção local da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, um pedido para que aquela instituição acompanhe uma investigação do Ministério Público Estadual que, inicialmente, corre sob sigilo.rn
Ao que tudo indica, um agente político local teria denunciado ao MP, em Belo Horizonte, acusações infundadas, mentirosas e absurdas com o único intuito de intimidar membros da imprensa e autoridades responsáveis pela apuração de improbidades administrativas, crimes de responsabilidade, além de outros ilícitos.rn
Um assessor do corregedor geral procedeu a oitiva de diversas pessoas no Fórum local, em 17-05-2017, ocasião em que um membro da imprensa local apresentou farta documental que comprava, em tese, que as denúncias são infundadas e que na verdade teriam a única finalidade de intimidar os acusados.rn
Acontece que antes do início dos depoimentos o corregedor que presidia a audiência recebeu um pedido de providências que aponta que uma determinada autoridade local supostamente estaria fazendo “vista grossa” em relação a supostas irregularidades envolvendo agentes políticos e uma empresa de publicidade. A mencionada empresa já responde a uma ação civil pública na 2ª Vara Cível local e seu proprietário a um processo crime na Vara Criminal local. Temendo pela decretação de sua prisão, o empresário impetrou um habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça, em Belo Horizonte, porém o pedido foi negado.rn
No pedido encaminhado à OAB também consta “é preciso que se investigue se algum filiado dessa respeitável subseção teria tido participação nas denúncias”.rn
A terceira promotoria de justiça local também instaurou um procedimento para apurar eventuais responsabilidades do agente político e de um advogado que poderá ou não ter participado da “suposta artimanha para intimidação”.
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