Nota de Falecimento – Mariana Pereira Duque
Teve dolorosa repercussão na cidade de Guaxupé o falecimento de Mariana Pereira Duque, 76 anos de idade, em virtude de um violento infarto, no último dia 20.rn
Em bem poucas criaturas a bondade cristã abrigou com tanta plenitude como no coração desta que foi Dona Mariana Pereira Duque.rn
Mulher de excelente formação religiosa, imprimiu no seu lar os princípios de sua fé e orientou a sua vida por um ideal de trabalho de que jamais se apartou. Fez-se estimada por todos os que a conheceram não só pelas suas virtudes, como pela sua bondade.rn
Dona Mariana só conheceu o bem e o praticou em todos os dias de sua vida, já como esposa deu ao lar aquela nobreza que só os que embelezam a vida com a virtude podem dar, já como mãe teceu com carinho e zelo a vida a que deu aos seus filhos.rn
Simples e caridosa, vivia para o seu lar, onde a sua palavra era um estímulo e uma benção e seus exemplos uma lição de vida. Por isso que teve sempre o amor e o devotamento sinceros do seu esposo honrado e respeitado e de seus filhos, cujas lágrimas, por certo, jamais se estancarão na dolorosa orfandade que os envolve.rn
As lagrimas que sua morte provoca vêm do mais fundo do coração dos que a amaram, pois ela teve uma vida consagrada ao bem e ao lar, uma vida santificada pela bondade que lhe marcou os dias e que a fez criatura exemplar e admirável.rn
Bem por isso a sua morte sulca profundamente o coração de todos os que a amaram e que ela tanto amou, envolvendo-os numa saudade que nem o tempo na sua faina de tudo consumir, apagará jamais, eis que a vida de Dona Mariana foi um hino de bondade e de amor que ressoará para sempre no cristalino das lágrimas de todos os que pranteiam.rn
Dona Mariana era natural de Guaxupé, nasceu em 4 de março de 1943, filha de João Pereira Pinto e de Maria José de Oliveira. Casou em Jacuí, aos 13 de fevereiro de 1962, com Antônio Pedro Duque, empresário responsável pela urbanização do loteamento Vila Conceição, em Guaxupé. Ela deixa os filhos Reginaldo, Rosana e Rose.rn
Até nos seus derradeiros momentos de vida manteve-se ativa na confecção de pães, roscas, biscoitos, entre outros confeitos, que sempre tiveram grande aceitação e procura pela população local.rn
Sem sombras de dúvidas, com a morte de Dona Mariana, perde Guaxupé uma de suas figuras de relevo e de benemerência que soube manter em todas as circunstâncias, os princípios de trabalho e de honestidade de seus antepassados.rn
Seu corpo foi velado no Velório do Parque Alto da Colina e sepultado no dia seguinte, às 10h, no Cemitério da Praça da Saudade com grande acompanhamento.rn
À família enlutada, as condolências do Jornal Correio Sudoeste.rn
Homenagem dos historiadores Maria Luiza Lemos Brasileiro e Wilson Ferraz
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