NOTA DE FALECIMENTO – JACÓ ANTONELLI

Fev 5, 2021 - 21:02
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NOTA DE FALECIMENTO – JACÓ ANTONELLI
NOTA DE FALECIMENTO – JACÓ ANTONELLI

Foi com profundo sentimento de tristeza que a comunidade guaxupeana recebeu a notícia do falecimento de Jacó Antonelli, 84 anos, ocorrido nesta sexta-feira, 5, às 13h00, na Santa Casa local, vítima do Coronavírus.rn

Foi um profundo golpe sofrido não só pela sua família, como também para a sociedade local, que sempre viu no pranteado extinto o amigo de todos os instantes, o marido exemplar e o pai afetivo e bom.rn

O seu passamento é uma dessas ocorrências que chocam e produzem as mais dolorosas repercussões, porque o saudoso extinto não foi apenas um profissional solícito, humanitário e bom, e sim desses homens que se impõem e se tornam admirados e estimados pela retidão do caráter, agudeza de independência e grandeza de coração.rn

Vicentino que foi, sobretudo caridoso, jamais negou ao pobre a sua assistência e os seus benefícios, distribuindo-os a mancheias e com o espírito cristão de católico fervoroso que era.rn

Simples e caridoso, vivia para o lar, onde a sua palavra era um estímulo e uma benção e os seus exemplos uma lição, por isso que teve sempre o amor e o devotamento sinceros da esposa e dos filhos, cujas lágrimas, por certo, jamais se estancarão na dolorosa orfandade que os envolve.rn

A nota dominadora de Jacó Antonelli foi a sua capacidade de doação. Viveu para todos. A sua casa foi sempre aberta e acolhedora, principalmente para os humildes. Ele foi um homem que viveu de braços estendidos e abertos, para abençoar e para acolher, para ajudar e para amparar, com uma modéstia de homem justo e com a sinceridade de quem só entendia a vida no amor de Deus e do próximo.rn

Homem do lar, alongou uma tradição de honradez e de piedade cristã, que é o solário de sua família e, assim, soube dar aos seus aquela doçura do diálogo manso e bom em que as vozes ressoam do coração e que marcam atitudes amplas de bondade, de amor e de compreensão.rn

Como marido, o seu idílio com a esposa amada e bem querida foi constante através da prece em comum, pois foram, em vida, dois lábios rezando a mesma prece num contínuo louvor a Deus pelas mercês com que lhe iluminava o lar bem formado.rn

A todos procurou servir sem reservas; quantas vezes sobrepôs aos seus interesses as aspirações dos amigos. E quantas outras fez suas as aflições dos que lhe procuravam o conselho e a ajuda. E tudo fez sem arrogâncias, mas com a tranquilidade de quem quer servir e consolar por amor.rn

Jacó Antonelli nasceu em Guaxupé a 3 de dezembro de 1938, filho de João Antonelli, o saudoso Sr. Joaninho, e de Angelina Espagiari Antonelli, descendentes de imigrantes italianos. Era casado com Dona Tereza Mendes Antonelli e deixa os filhos: Daniela, Luciana e Marcelo, o irmão Davi e muita saudade.rn

Jacó, como todo filho de imigrantes, iniciou sua vida profissional muito cedo. Trabalhou na antiga Agência Ford, localizada no início da Avenida Conde Ribeiro do Valle, próxima da estátua do Cel. Antônio Costa Monteiro, então propriedade da Família Furlan. Posteriormente trabalhou na oficina mecânica anexa ao Posto Santo Antônio, na esquina da Rua Major Anacleto com a Avenida Dr. João Carlos.rn

Depois de estabilizado economicamente, com o amplo conhecimento a respeito de mecânica de veículos automotores, juntamente com o irmão Davi implantou sua oficina própria, na Avenida Dona Floriana. Embora já se encontrasse aposentado jamais deixou de trabalhar, mantendo-se ativo.rn

Infelizmente foi mais uma vítima do coronavírus.rn

Por isso em torno de sua urna mortuária ouvia-se o soluço de grande parte da multidão que foi desejar-lhe o último adeus, porém as lágrimas destas pessoas caiam sobre seu esquife como uma benção de amor de e gratidão.rn

As exéquias foram ministradas pelo Padre Reginaldo da Silva numa comovente celebração, naquele mesmo dia e o seu sepultamento foi realizado, logo após, no Cemitério da Praça da Saudade, com um acompanhamento que foi uma demonstração eloquente do quanto ele era estimado.rn

Aqui trazemos o nosso adeus. Não são os elogios convencionalistas de após morte. São elas as nossas palavras, a expressão sincera de uma estima e admiração de longos anos.rn

À família enlutada, as condolências do Jornal Correio Sudoeste.rn

 rn

Homenagem da professora Maria Luiza Lemos Brasileiro
e de seu marido Wilson Ferraz

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