Nota de Falecimento : Amélia Zampar de Brito
Com a morte de Amélia Zampar de Brito, 86 anos de idade, ocorrido no último dia 7, perdem as colônias, austríaca e italiana radicadas em Guaxupé uma de suas legítimas representantes.rn
Vítima de insidiosa moléstia, o seu passamento causou profunda consternação na cidade e, principalmente, em sua família, eis que ela pela sua bondade, pela nobreza de seus sentimentos e pela vida de trabalho digno e honrado, conquistou a estima de todos.rn
Ela era uma mulher formada nos velhos e austeros princípios da boa família de descendentes de imigrantes e esses atributos ela os implantou no seu lar e entre os que com ela conviveram. Embora ela fosse uma mulher simples, sempre manteve um porte elegante, com seu andar característico e com um sotaque “abrasileirado”. Generosa, nas adversidades da vida abria-se em indulgências, porém diante de uma manifestação tortuosa ou de má fé encrespava, e com o seu sotaque característico, apresentava a sua contestação veemente.rn
Amélia nasceu na Fazenda Santa Maria, município de Guaxupé, em 07 de maio de 1935, filha de Albino Zampar e de Paula (Paulina) Zavagli Zampar. Era neta paterna dos saudosos, Fábio Zampar e de Ângela Pasiana e materna de Giuseppe Zavagli e de Adília Georgina, patriarcas da numerosa, respeitada e conceituada Família Zampar/Zavagli, com especial destaque na sociedade local.rn
Ela era casada com João Valeriano de Brito e deixa os filhos: João Donizete, Lauro e Lenir e muita saudade.rn
O irmão de Amélia, Antônio Zampar, que era mais conhecido por Antônio Albino, foi administrador da Fazenda Santa Maria por mais de quatro décadas, sendo sucedido pelo filho, Fábio, e após a morte repentina deste, o encargo foi transferido para Sérgio Zampar, que permaneceu à frente dos trabalhos até 2006.rn
A partir de 2006 os herdeiros do também saudoso Dr. João Vitor Magalhães Costa entenderam por bem encerrar as atividades produtivas da fazenda, com o consequente arrendamento das terras para o plantio de cana de açúcar. Foi nestas circunstâncias que Amélia e sua família, além do irmão Vitor e do sobrinho Sérgio, transferiram para a cidade, deixando marcado na história daquela propriedade agrícola um exemplo de amor e dedicação à terra, assim como para o progresso e desenvolvimento de Guaxupé.rn
Vitor era solteiro, sempre viveu sob a égide de sua irmã, e faleceu em 31 de julho de 2015.rn
O corpo de Amélia foi velado no Velório Municipal e sepultado no dia seguinte, às 10h30 no Cemitério da Praça da Saudade, com grande acompanhamento.rn
À família enlutada, as condolências do Jornal Correio Sudoeste.rn
Homenagem dos historiadores Maria Luiza Lemos e de seu marido Wilson Ferraz
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