Morre aos 100 anos Jijukè, líder indígena que estampou nota histórica de mil cruzeiros

Ago 13, 2025 - 13:07
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Morre aos 100 anos Jijukè, líder indígena que estampou nota histórica de mil cruzeiros
Morre aos 100 anos Jijukè, líder indígena que estampou nota histórica de mil cruzeiros

Faleceu na segunda-feira (11), aos 100 anos, a líder indígena Jijukè, do povo Karajá, conhecida nacionalmente por estampar o verso da nota de mil cruzeiros lançada em 1990 — a primeira cédula brasileira a homenagear os povos originários. A causa da morte não foi divulgada.rn

Nascida em 16 de janeiro de 1925, Jijukè vivia na aldeia Hãwalo, localizada em Santa Isabel do Morro, no estado do Tocantins. Sua imagem, registrada pelo fotógrafo José Américo Peret, foi eternizada ao lado de sua companheira Koixaru Karajá na cédula que teve tiragem limitada de 5 milhões de unidades, tornando-se um item raro e cobiçado por colecionadores.rn

A nota de mil cruzeiros marcou um momento simbólico na história da numismática brasileira, ao reconhecer visualmente a presença e a cultura dos povos indígenas. A escolha de Jijukè e Koixaru para representar essa homenagem foi vista como um gesto de valorização da ancestralidade e da resistência dos povos originários.rn

Segundo o Museu Nacional, o povo Karajá — que se autodenomina Iny, termo que significa “nós mesmos” — habita as margens do rio Araguaia, com aldeias distribuídas entre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará. A cultura Karajá é marcada por forte tradição oral, arte cerâmica e uma profunda relação com o território e os ciclos naturais.rn

A morte de Jijukè representa não apenas a perda de uma liderança comunitária, mas também o encerramento de um capítulo importante da memória indígena brasileira. Sua imagem permanece como símbolo de dignidade, força e identidade — impressa em papel, mas gravada na história.

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