Moradores do Bairro Carloni participam da Câmara Itinerante e fazem muitas reclamações
Por Wilson Ferrazrn
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A Câmara Municipal promoveu na última quinta-feira, 10, no salão anexo à Igreja de São Francisco, no bairro Carloni, mais uma edição do projeto “Câmara Itinerante”. Deixaram de comparecer os vereadores: Danilo, Didinho, e Wilson Tomate.rn
Diferentemente das edições anteriores que contaram com pouca participação popular, nessa edição compareceu um número expressivo de moradores daquelas imediações.rn
O evento visa uma maior aproximação da população com os vereadores para que possam apresentar os principais problemas e deficiências dos serviços públicos, bem como as possíveis soluções que poderão ser apresentadas ao executivo.rn
O principal questionamento dos moradores foi em relação à lentidão da reforma do posto de saúde do bairro que tem feito com que usuários tenham que se deslocar até outras unidades de saúde e que se encontram a grandes distâncias.rn
A primeira a se pronunciar foi Marisa Gomes Marques que reclamou da morosidade da reforma do posto de saúde e ainda alegou que as consultas médicas e a coleta de material para exames clínicos estão sendo agendados para datas muito distantes e que em virtude da demora no atendimento algumas pessoas acabaram falecendo, antes mesmo de serem atendidas.rn
Outra reclamação dela é com relação ao transporte coletivo, que teria sido reduzido alguns horários e pontos de embarque e desembarque de passageiros.rn
Além da falta de atendimento do posto de saúde que se encontra em reforma, a senhora “Maritê” alegou que nos bairros adjacentes não existe uma atividade saudável e nem diversão para as crianças e jovens; que as ruas teriam uma iluminação noturna deficiente, entre outras mazelas.rn
Já a moradora Fernanda Paulino Dias Lopes reclamou da precariedade da iluminação noturna na ponte sobre o Rio Guaxupé, a ausência de um parquinho para diversão das crianças e a precariedade de uma quadra de voleibol existente naquelas imediações.rn
Arlete dos Santos Pedroso falou de seus problemas de saúde e de seus familiares que não conseguem um atendimento especializado; que ela necessita de um procedimento cirúrgico por problemas de varizes, porém não tem conseguido o atendimento na rede pública.rn
Outro problema apresentado por ela são as enchentes no período chuvoso, que acarretam prejuízos e pavor nos moradores da Vila Progresso.rn
O barulho provocado pelos caminhões no Parque dos Imigrantes, principalmente no período noturno, foi uma das reclamações do morador Adilson José da Silva que alegou não conseguir dormir à noite em virtude do ruído provocado pelos caminhões.rn
Maria de Fátima Resende questionou a precariedade da iluminação noturna do bairro Alvorada, principalmente na Rua Antônio Batista. Ddisse que o posto de saúde da Vila Carloni está desativado há mais de um ano e que a reativação do mesmo deve acontecer de forma “urgente”. Ela também alegou que existe uma passarela naquelas imediações, porém a mesma estaria sem condições de uso, que no período noturno aquele local está sendo usado por usuários de drogas.rn
Maria Aparecida Domiciano mencionou os problemas de alagamentos na Rua Chile, em virtude de uma suposta falta de drenagem.rn
No entendimento de Maria Amélia Augusto, muitas das inundações que ocorrem na Vila Progresso seriam em virtude de “bueiros entupidos”. Ela disse que na Rua Ana Querubina de Carvalho, em dia de chuva, a enxurrada entra em determinadas casas causando prejuízos e transtornos aos respectivos moradores. Ela também pleiteou a poda de galhos de árvores que estão atingindo a rede elétrica, além de telhados das casas.rn
Maria Amélia declarou que gostaria de saber qual vai ser a destinação do prédio do extinto Clube Operário, imóvel que foi cedido em comodato para a municipalidade.rn
Professor Ivan Cesar Basseti falou sobre vários problemas: a poda das árvores e a criação de uma escola de segundo grau naquelas imediações. Ele alegou que em Guaxupé existem somente duas instituições que ministram estes cursos, a Escola Dr. Benedito Leite Ribeiro (Ginásio Estadual) e o Escola Dr. André Cortez Granero, (Polivalente), porém a cidade cresceu muito. Desta forma fica muito difícil a frequência de alunos moradores em bairros distantes, como é o caso do bairro Carloni.rn
Simone opinou dizendo que administração municipal deveria ter demolido o prédio que abriga o posto de saúde da Vila Carloni e construído outro novo dentro das especificações técnicas, o que seria mais funcional, resolvendo definitivamente os problemas das constantes reformas e ou ampliações.rn
Ela mencionou que as edificações da antiga estação ferroviária de Guaxupé estariam ociosas e que a Prefeitura estaria pagando aluguel de prédios particulares para funcionamento de repartições públicas, o que em tese estaria causando prejuízos aos cofres públicos.rn
Finalmente ela declarou que estaria sendo “mal recebida nos postos de saúde, por funcionárias de mal humor”.rn
Vereadoresrn
Depois dos pronunciamentos dos moradores, o presidente da Câmara Municipal, Donizetti Luciano dos Santos, abriu a palavra aos vereadores.rn
A vereadora Maria José disse “que s problemas são os mesmos ao longo dos últimos 12 anos”, que está visível que a população não está satisfeita e que felizmente “vivemos numa democracia e que a população tem poder do voto para mudar os governantes”.rn
Diante de suas palavras, os moradores fizeram uma longa e calorosa salvas de palmas.rn
Ao ser solicitado que a vereadora concluísse logo sua fala para dar tempo dos outros vereadores falarem, os moradores não concordaram alegando que ela estava falando a verdade.rn
Encerrada a fala de Maria José, os demais vereadores se pronunciaram, tentando fazer um “meio de campo”, apesar da insatisfação dos moradores.
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