Merenda escolar terá ter redução de alimentos ultraprocessados
Em 2025, o governo federal vai reduzir de 20% para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados nas escolas públicas brasileiras por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com o objetivo de oferecer alimentação mais saudável aos estudantes. Em 2026, esse limite será reduzido ainda mais, para 10%.rn
O PNAE atende 40 milhões de crianças e jovens em 150 mil escolas em todo o Brasil, fornecendo 50 milhões de refeições diárias. O custo anual do programa é de cerca de R$ 5,5 bilhões.rn
O anúncio foi feito na 6ª edição do Encontro Nacional do PNAE, em Brasília, com a presença do presidente Lula e outras autoridades. Lula destacou a importância da alimentação escolar para a educação e o aprendizado dos alunos.rn
O ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou os impactos negativos dos alimentos ultraprocessados e anunciou que o programa vai priorizar a compra da agricultura familiar, com ênfase nas mulheres agricultoras.rn
A nova diretriz do PNAE busca melhorar a qualidade da alimentação escolar, substituindo alimentos industrializados por opções mais saudáveis, como frutas e feijão in natura. Segundo o FNDE, a merenda escolar muitas vezes é a única refeição de qualidade que os estudantes têm no dia.rn
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional de 2023 indicam que 14,2% das crianças brasileiras com menos de cinco anos estão com excesso de peso ou obesidade, uma taxa significativamente maior que a média global de 5,6%.rn
Além disso, o governo lançou o projeto Alimentação Nota 10 para capacitar merendeiras e nutricionistas do PNAE em segurança alimentar e nutricional, com um investimento de R$ 4,7 milhões. Em 2023, o governo Lula já havia concedido reajustes significativos no valor da merenda escolar, após anos sem aumento.
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