Maioria dos vereadores votaram ‘não’ para financiamento da Prefeitura e criação de cargos

Dez 17, 2019 - 21:33
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Maioria dos vereadores votaram ‘não’ para financiamento da Prefeitura e criação de cargos
Maioria dos vereadores votaram ‘não’ para financiamento da Prefeitura e criação de cargos

Muitas pessoas foram acompanhar a reunião da Câmara realizada segunda-feira, dia 16, e presenciaram uma derrota do executivo.rn

Na sessão anterior, um pedido de autorização legislativa para que o município pudesse contrair um financiamento junto ao Banco do Brasil no valor de até R$ 2.795.051,21 já tinha recebido seis votos contrários e seis a favor, tendo o presidente Léo Moraes votado a favor do mesmo, desempatando.  Mesmo assim foi colocado em segunda discussão e votação na sessão do dia 16. rn

Acontece que também constava da pauta da última sessão outro projeto de lei que dispõe a respeito de uma reestruturação de cargos na Prefeitura, com um aumento considerável do número de “cargos comissionados”, o que gerou mais insatisfação da população, além do grande número de boatos que circulava pela cidade.rn

Diante deste clima nebuloso e do clima de insatisfação, várias pessoas, além do primeiro e segundo escalão da Prefeitura, lotaram as dependências da Câmara Municipal.rn

Na tentativa de mostrar a “força” do executivo, no início da sessão o presidente Léo Moraes pediu para que os secretários municipais de posicionassem de pé por alguns instantes.rn

Os vereadores já sabiam que tanto o pedido de autorização para que fosse contraído o financiamento, como a reestruturação de cargos, seriam projetos de lei impopulares e que poderiam influenciar no resultado das próximas eleições. E a presença maciça da população fez com que sete deles votassem contra o pedido de autorização legislativa.rn

Durante as discussões, Jorginho alegou que parte do valor do empréstimo, mais de R$ 400 mil, seriam utilizados na elaboração da chamada “planta genérica”, instrumento utilizado para o cálculo do IPTU, e que ninguém aguenta mais pagar tanto imposto.rn

Sobre o financiamento de quase R$ 3 milhões, o vereador argumentou que a taxa de juros poderá chegar a 9% ao ano, que o prazo de pagamento seria de 20 anos e que a dívida ficaria para os cinco próximos prefeitos pagarem e isto não seria bom para a população e nem para as administrações vindouras.rn

Posto o projeto de lei em votação, o mesmo foi rejeitado com os votos contrários dos vereadores: Ari Cardoso, Dra. Salma, Francis Osmar, João Fernando, Jorginho, Maria José e Paulinho Beltrão. Votaram a favor do empréstimo: Danilo Martins, Donizete Luciano, Francisco Timóteo, Luzia Angelini e Wilson Ruiz de Oliveira.rn

Depois de realizada a votação Léo Morais disse que através de indicações, os vereadores cobram do executivo a execução de obras e serviços e agora não estariam dando condições para a compra de caminhões, máquinas e ambulâncias; que o que estava sendo votado não era aumento de impostos e de multas.rn

Por sua vez, o líder do prefeito na Câmara, Danilo Martins, disse que estava “entristecido” com a rejeição do projeto de lei e que a revisão da planta genérica não significava aumento de impostos.rn

João Fernando disse que seria estranho alguém gastar mais de R$ 400 mil com a elaboração de uma planta genérica se não fosse para ter um retorno através do aumento de impostos.

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