José Lázaro de Souza
É com profundo sentimento de pesar que registramos o falecimento do jornalista, professor e ex-reitor do Unifeg e nosso antigo companheiro de trabalho, José Lázaro de Souza, ocorrido na Santa Casa local, na manhã desta quarta-feira, 24, em virtude de um violento enfarto.rn
José Lázaro foi um dedicado servidor do bem público e amigo solícito de todas as horas e, nesse afã, sempre se houve em admirável desprendimento e abnegação.rn
Batalhador de longos anos na imprensa guaxupeana, inscreveu-se como um dos baluartes do nosso progresso e de nosso desenvolvimento. De sua cooperação de profissional experiente resultaram muitas iniciativas e que se efetivaram em muitos empreendimentos que impulsionaram Guaxupé.rn
Foi aqui no Correio Sudoeste, em tempos passados, que ele organizou o seu “quartel general” onde se armou e empreendeu para as grandes lutas pelo bem da cidade.rn
Jornalista de altos méritos, ao lado de nosso saudoso diretor, Eloadir de Almeida Vieira, se tornou o articulista seguro, o argumentador de fatos e acontecimentos e muito seguro nos temas que abordava com precisão e elegância de linguagem.rn
Portanto, foi expressiva e valiosa a sua colaboração para o progresso deste jornal e, por conseguinte, da cidade de Guaxupé em importantes campos de atividades.rn
Ele também ilustrou o magistério com a sua capacidade, enobrecendo com o seu ideal. Como professor, sua vida foi uma constante afirmação de trabalho e devotado ao bem da mocidade com extremos que o tornaramquerido entre os jovens e respeitado entre quantos o conheceram.rn
Educador por vários anos, formou, no influxo de sua inteligência, de sua vocação e do seu desvelo, centenas de cidadãos e damas que ilustram vários municípios de abrangência do Unifeg.rn
De sua sala de aula fazia outro lar, ensinando com sabedoria e orientando pacientemente, com a mansuetude de seu coração e agudeza de inteligência. Era, por isso, grande e imponente na cátedra.rn
Ele era natural de Guaxupé, nasceu em 8 de agosto de 1954, filho de Vitor Norberto de Souza e de Maria Aparecida Smargiassi de Souza. Com a sua morte ele deixa a filha Milena e muita saudade.rn
José Lázaro morre repentinamente depois de cumprir uma nobre missão na sociedade, na imprensa, no magistério e na reitoria do Unifeg, deixando-nos um exemplo de persistência, de trabalho e de coragem e, a esta terra uma acendrada devoção e carinho.rn
Seu corpo está sendo velado na Capela de São José, no Unifeg e será cremado amanhã.rn
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Homenagemrn
Esta deve ser a hora em que devemos nos calar, para que, através do nosso silêncio, possamos ouvir somente o pulsar dolorido dos nossos corações. Entretanto, não seria justo José Lázaro que, na hora que você paga o seu tributo à morte os teus companheiros de ontem se silenciassem e não te rendessem, nesta hora extrema, a nossa homenagem de estima e de saudade.rn
Trazemos aqui o nosso adeus. Não são os elogios convencionalistas de após morte. São as nossas palavras, a expressão sincera de uma estima e admiração de longos anos, desde quando na velha redação do Correio Sudoeste iniciávamos também na árdua tarefa a que foste um abnegado, um apaixonado pela grandeza de nossa terra.rn
Quando pela cidade corria a dolorosa notícia de que já não pertencias a este mundo, partindo para esta misteriosa romagem de onde ninguém volta mais, sentimos que a realidade nos oprimia e que a ilusão se esfumou para sempre.rn
Entretanto, cumpria-se a vontade superior. É que estava cumprida a tua missão. Resta-nos o consolo de que foste amigo, foste sincero e foste bom.rn
Guaxupé deve aos teus esforços de jornalista uma parcela de bons serviços que não serão esquecidos. Na sua história e na do Correio Sudoeste figurarão sempre o teu nome e o seu trabalho.rn
Descansa em paz, pois que nem o próprio silêncio da eternidade perturbe o seu sono eterno, o sono dos bons e dos justos.rn
Adeus José Lázaro...rn
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De seus amigos e companheiros do Correio Sudoeste (Maria Luiza Lemos Brasileiro e Wilson Ferraz)
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