João Antônio dos Santos (João Bocaina)

Out 24, 2022 - 20:14
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João Antônio dos Santos (João Bocaina)
João Antônio dos Santos (João Bocaina)

Faleceu nesta segunda-feira, 24 de outubro, na Santa Casa local, onde se encontra internado em tratamento de saúde, João Antônio dos Santos, o tão popular João Bocaina, 68 anos de idade.rn

Ele era natural de Guaxupé, nasceu em 20 de dezembro de 1953, filho dos saudosos Antônio de Lourdes dos Santos e de Rozenda Campioti. Com a sua morte ele deixa os filhos: Rosa Maria, Luciana, Emilton, João Marcelo, Luiz Henrique, Marcos Vinícius e Vitor Hugo, irmos sobrinhos e muita saudade.  rn

Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado no mesmo dia, às 15h, com grande acompanhamento, como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.rn

À família enlutada as condolências do Jornal Correio Sudoeste.rn

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Findo o velório, e antes do corpo descer à sepultura o pesquisador, historiador e colaborador deste jornal, amigo e cliente do pranteado extinto, Wilson Ferraz, proferiu as seguintes palavras:rn

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Senhoras e senhores, a vida nos conduz à morte, porém esta não leva consigo os que se criaram para a glorificação. João Bocaina soube se envolver na benquerência dos seus conterrâneos, de seus clientes, e de seu amigos.rn

Ele foi um soberbo valor que encheu uma grande vida, pois sempre foi um exemplo admirável de mansidão, de trabalho e de elevação, culminando com a modéstia que lhe era apanágio. Nunca de seus lábios partiu uma palavra de blasfêmia. Justo e bom, foi educado nos mais sadios princípios, pois ele tinha para com o seu semelhante um grande respeito e muita consideração.rn

Mestre de obras da construção civil, emprestou à classe a que pertencia o prestígio de seu alto saber e a sua grande valia sempre se ressaltou na sua figura de profissional generoso, descuidado de sua própria glória, pois era infesto às vantagens pessoais.rn

Espírito forte e acolhedor, viveu com jovialidade, e agora ao findar de seus dias, manteve aquela mesma conduta serena e bondosa e que foi a linha marcante de sua vida.rn

João Bocaina foi um homem do povo; entre os humildes e modestos é que ele encontrava o clima para a inspiração de sua vida, ainda que engalanado com as responsabilidades de mestre de obras nas construções de relevo do município, porém foi dentro da mais admirável modéstia que a grandeza de sua personalidade se iluminou. Por isso que o homem do povo também o estimava e os mais modestos concidadãos o seguiram, porque, na verdade, ele sabia interpretar a gente simples que também lhe consagrou o nome.rn

Ele pautou a sua vida por uma destinação altruística, por isso é que teve sempre só uma atitude, a do Bem. Acima do coração ele só teve o cérebro, pois que não lhe invadia os atos, pois idealizava com inteligência e prudência. Pelo coração agia, pois ele sabia sentir as aspirações da gente da sua terra. Assim ele pelejou enquanto viveu, estranho a outras vozes que não fossem de sua fé e de sua convicção de homem bom e justo.rn

Poucos homens entre nós se tornaram tão dignos de benemerência pública como João Bocaina. A sua popularidade, o respeito que sempre mereceu e a estima que conquistou em todas as classes sociais foram consequência dos altos méritos que o tornaram uma figura exemplar e um dos mais destacados profissionais da construção civil.rn

Ao desaparecer de entre os vivos, ele deixa marcado o seu trabalho construtivo e progressista por um nome imperecível, estruturado nas melhores normas de convivência, e, sobretudo, honrado e digno, atributo que os seus filhos vêm engrandecendo através do tempo e enormizado por uma vida de trabalho similar ao seu.rn

A sua memória será reverenciada carinhosamente e, evocada será sempre a de um criador de grandezas para esta terra que hoje lhe é túmulo, porém para si ele quis apenas as canseiras do trabalho. Esta foi a linha marcante de sua personalidade e de mestre de obras da construção civil.rn

Por isso vem-nos a ilusão de que adormeceu aquele que dimensionou a sua vida nas modéstias e na bondade e dela fez uma constante jornada para o bem.    rn

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Guaxupé, 24/10/2022  Wilson Ferraz

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