Jesus e as crianças
O Mestre de Nazaré, Jesus Cristo, manteve um relacionamento de profundo respeito com as crianças.rn
Para Jesus, o Céu pertence às crianças. E tem mais: Jesus disse que o adulto deveria se transformar como uma criança para poder entrar no Reino dos Céus.rn
A criança é simples, humilde, sincera. Precisa explicar mais?rn
Jesus fez outros três alertas contra os maus tratos de crianças: Ele pediu para que nenhuma criança se perdesse, pediu que nenhuma criança fosse desprezada, pois cada criança tem um anjo constantemente na presença de Deus, e mais... Jesus foi enfático e categórico ao afirmar que seria melhor um adulto ser lançado ao fundo do mar com uma grande e pesada pedra pendurada ao pescoço, do que escandalizar uma criança.rn
A palavra escândalo significa obstáculo, armadilha. O mundo adulto, de muitos modos perverso, pernicioso, cria obstáculos ao crescimento e ao desenvolvimento saudável da criança; cria armadilhas para que as crianças sigam por trilhas e atalhos insanos.rn
Cena comum: Final de semana, família reunida assistindo todas as porcarias dos programas dominicais da tv comum. Aparece um artista atrás do outro, geralmente de vida permissiva, desregrada, falando um monte de asneiras, opinando sobre assuntos ou temas dos quais não domina e, pra piorar, esses artistas são exaltados pelo apresentador paspalhão, fazendo com que a plateia aplauda de pé todo aquele lixo verborrágico. Tem jeito de ficar pior? Tem... Mamãe e papai na sala de casa aplaudindo! Uma cena infeliz onde a criança vai aprendendo que o mal é legal, que fazer errado é normal, é engraçado, merece aplausos; que se revoltar contra os sagrados valores tradicionais é necessidade desse mundo “moderninho”, liberal, aberto, e não tem nada de mais. Não tem nada de mais mesmo, afinal, papai e mamãe estão aplaudindo também.rn
Vai o alerta: Não subestime o poder de influência do mal. Ele é astuto, vai penetrando aos poucos, vai destruindo aos poucos, sem que a pessoa perceba.rn
Outro fato, ainda mais ardiloso: Como as indústrias fazem para viciar crianças. Sabemos que se o indivíduo conseguiu chegar à idade adulta sem vícios, dificilmente se viciará. Os industriais sabem muito bem disso. Então, claro, vão fazer de tudo pra viciar criança. Muita gente se lembra do “cigarrinho” de chocolate. Um garoto segurando um chocolate na mão como se estivesse fumando. O chocolate tinha formato de cigarro. O embrulho se assemelhava a um cigarro. A criança então, antes de retirar o embrulho, brincava de fumar, não raro incentivada pelos pais.rn
Em muitos estabelecimentos comerciais, na hora de pagar as compras, no caixa, cigarros são colocados ao lado de guloseimas. Por que será? Isso sem falar naquela época em que cigarros tinham cheiros e sabores: menta, canela... Por que será?rn
As indústrias de bebidas alcoólicas também tem suas estratégias. Criam garrafinhas, e o nome da cerveja também ganha o seu diminutivo. Os empresários sabem que palavras diminutivas atraem as crianças. Sem falar nas propagandas de tv onde artistas irresponsáveis aceitam, puramente por dinheiro, fazer parte das mensagens que passam a ideia de saúde e felicidade intensa. Basta beber com a galera.rn
Não há limites para a covardia humana. A canalhice não encontra freios. Por isso Jesus foi tão sério quando o assunto era a infância. Jesus alertou, há mais de dois mil anos! Mas o ser humano, em sua maioria, debocha, zomba.rn
“Vou deixar, a vida me levar...”; “Deixa a vida me levar, vida leva eu...” cantam os inconsequentes, aplaudidos pelos bobalhões.rn
Necessário recordar aqui de dois profetas: Oséias e Isaías. Ambos viveram há milhares e milhares de anos. Viveram antes de Jesus. Oséias disse que o povo perecia por falta de conhecimento. E Isaías foi o profeta que, por inspiração direta do Espírito Santo, soube predizer detalhes da vida de Jesus, centenas de anos antes do fato. Isaías também foi categórico na sua instrução: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Isaías 5, 20).rn
É bom lembramo-nos, todos, da lei da semeadura.rn
Ainda podemos escolher o que semear. No entanto, uma vez semeado, a colheita não poderá ser outra, senão aquilo que semeamos. É tão evidente e claro isso mas, o ser humano distraído, parece não poder nem querer enxergar mais.
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