Homenagem ao senhor Joaquim Alves Garcia

Ago 4, 2019 - 22:14
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Homenagem ao senhor Joaquim Alves Garcia
Homenagem ao senhor Joaquim Alves Garcia

Guaxupé amanheceu no último domingo, 4 de agosto, coberto por uma névoa, com o céu cinzento e nublado. O sol deixou de brilhar naquela manhã em respeito ao passamento de um dos mais ilustres moradores desta terra, o empresário Joaquim Alves Garcia.rn

Como as lágrimas da mãe que chora a morte do filho querido, a mãe natureza fazia com que caísse um chuvisqueiro.rn

Assim choravam os olhos, mas, enterneciam-se os corações. Choravam aqueles porque ofuscara-se a luz de uma criatura esplendidamente humana que todos admiravam. Enterneciam-se os corações porque em templo se transformara para o culto de uma vida que foi exemplo dos mais sugestivos e admiráveis.rn

A morte do “Sr. Joaquim”, como ele era mais conhecido, é dessas dores que não desesperam porque traz em si mesma o consolo. Dói, mas sugere o bem lenitivamente de que na promessa de um Deus infalível, “há um ponto de luz bem mais alto para quem viveu pelo bem sobre a terra”.rn

Como o sândalo que perfuma o machado que corta, a morte do Sr. Joaquim fere a nossa sensibilidade, mas envolve-a da certeza de que foi ele em busca daquelas mercês que são as moedas com que a Espiritualidade Maior resgata as grandes dívidas que Deus contrai entre os homens.  rn

Ele dimensionou a sua vida na serena bondade que o fez querido entre os que o conheceram e admirado entre os que amou. Poucos homens terão tido a ventura de uma vida de extremos de amor como ele teve. Alongou uma tradição de honradez e de piedade cristã dando aos filhos aquela doçura do diálogo manso e bom em que as vozes ressoam do coração marcando as atitudes amplas de bondade, de amor e de compreensão.rn

Com a sua morte, perde a sua família um chefe exemplar de rara envergadura, dedicado ao lar e aos filhos, e, ao mesmo tempo, a sociedade local vê desaparecer de entre os vivos um cidadão de altas qualidades e que se fez digno da estima e consideração de todos.rn

Joaquim Alves Garcia era natural de Wenceslau Brás, SP, nasceu em 18 de outubro de 1934, filho de Antônio Joaquim Alves e de Maria Soledad Garcia Alves; casou em Guaxupé com Maria Lima Alves Garcia, a saudosa Dona Mara, com quem teve as filhas Alice e Mara. De seu segundo relacionamento deixa o filho Joaquim.rn

Ele era genro do saudoso proprietário do Hotel Cobra, Agenor de Lima, falecido em 4 de setembro de 1962. Após o falecimento de Agenor, Sr. Joaquim assumiu a administração daquele empreendimento. O Hotel Cobra permaneceu em atividade até na década de 1980, quando foi desativado, sendo o prédio desapropriado para instalação do Teatro Municipal.rn

Depois da morte de Agenor de Lima, em 11 de agosto de 1964, seus 12 herdeiros deram início ao loteamento do atual “Jardim Agenor de Lima”, com 670 lotes e seis chácaras.rn

Em virtude das dificuldades da época para a construção de uma ponte para ligação do novo empreendimento com o centro da cidade, o loteamento permaneceu paralisado por alguns anos. Em 1977, 10 dos 12 herdeiros transferiram suas quotas partes à Imobiliária J. Ribeiro, porém Joaquim Garcia e José Ribeiro, casados com as filhas de Agenor de Lima, respectivamente, Maria e Egídia, permaneceram com as suas quotas partes, conservando os lotes urbanizados.rn

Ainda na década de 1980, Sr. Joaquim adquiriu do também saudoso “Gaviola” o Motel Panorama. Com a prosperidade dos negócios ele também adquiriu o Motel Vilage, além de uma propriedade agrícola, do também saudoso Abdo Salomão, confrontante com o Motel Panorama.rn

Portanto, além das atividades do ramo de hotelaria, ele também se dedicou à produção de café e a criação de suínos.rn

Temperamento ímpar de generosidade e homem vocacionado ao bem, ele polarizou sua vida entre essas duas virtudes, a de servir a todos e a satisfação de ser útil. Assim sempre foi reconhecido pelos hóspedes de seus empreendimentos e por todos que com ele conviveram.rn

Sem dúvidas, com a morte do Sr. Joaquim, perde Guaxupé uma de suas figuras de relevo e de benemerência que soube manter em todas as circunstâncias, os princípios de trabalho e de honestidade e honradez.rn

Ele também foi assíduo leitor e assinante, desde a primeira até a última edição da versão imprensa, do Correio Sudoeste.rn

Seu corpo foi velado no Velório Municipal, recomendado pelo Padre Gentil Lopes de Campos Filho, e sepultado naquele mesmo dia, às 17h, no Cemitério da Praça da Saudade, com grande acompanhamento, como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.rn

À família enlutada as condolências do Jornal Correio Sudoeste.rn

Homenagem da historiadora Maria Luiza Lemos Brasileiro e de seu marido Wilson Ferrazrn

 

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