HIV: 81 pacientes tratam o vírus em Guaxupé
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas em 2021, aproximadamente 650 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao HIV, e 1,5 milhão adquiriram o vírus. Isso equivale a mais de 4 mil novos casos todos os dias.rn
Desde a sua descoberta, em 1981, o HIV/Aids matou mais de 40 milhões de pessoas.rn
Em Guaxupé, atualmente 81 pessoas fazem tratamento contra o HIV: 33 mulheres e 48 homens, com faixa etária de 24 a 76 anos. Neste ano, 5 pessoas abandonaram o tratamento e 4 vieram a óbito.rn
Ainda não existe cura para a infecção pelo HIV, embora os tratamentos sejam muito mais eficientes do que no passado. Uma combinação de medicamentos antirretrovirais (ARVs) ajuda a combater a multiplicação do vírus e permite que os pacientes levem vidas mais longas e saudáveis, sem que seu sistema imunológico seja afetado rapidamente. Esses medicamentos também são usados como medida preventiva, para diminuir a transmissão.rn
Gislaine Salomão B. de Melo, Diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Guaxupé, explicou ao CORREIO SUDOESTE que as unidades de saúde da cidade podem realizar o teste rápido para HIV em qualquer pessoa com suspeita ou após exposição ao risco de contrair o vírus. “Após o teste, se for positivo é realizado mais uma testagem para confirmação, às vezes inclusive a sorologia (solicitada também na equipe) e se confirmado o paciente é encaminhado ao CTA (Centro de Testagem e aconselhamento)”, afirmou Gislaine.rn
Ela também afirmou que todas as gestantes realizam o teste durante o pré-natal, o que contribui muito para o diagnóstico, cuidados e tratamento com o recém-nascido.rn
No Brasil, a incidência de infecção pelo HIV é maior nos homens assim como a AIDS.rn
Vale lembrar que ter o HIV não é a mesma coisa que ter Aids. HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Já a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o estágio mais avançado da doença causada pelo vírus HIV. Mais vulnerável, o organismo fica mais sujeito a diversos agravos - as chamadas infecções oportunistas - que vão de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer.rn
A transmissão do vírus se dá pelo o líquido contaminado de uma pessoa que penetra no organismo de outra. Isto acontece através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de parto e durante a amamentação.rn
Sintomasrn
Nas primeiras duas a seis semanas depois de serem infectadas pelo HIV, algumas pessoas podem apresentar sintomas similares aos de uma gripe, como febre, mal-estar prolongado, gânglios inchados pelo corpo, manchas vermelhas na pele, dor de garganta e dores nas articulações. Algumas pessoas não apresentam nenhum sintoma por muitos anos enquanto o vírus, vagarosamente, se replica.rn
Uma vez que os sintomas desaparecem, a pessoa que vive com o HIV pode não sentir mais nada por muito tempo. O período, conhecido como janela, varia de 2 a 15 anos.rn
A pessoa que vive com o vírus HIV é diagnosticada com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida/Aids) quando seu sistema imunológico está fraco a ponto de não poder mais combater infecções oportunistas e doenças como a pneumonia, a meningite e alguns tipos de câncer. Uma das infecções mais comuns entre pessoas vivendo com o HIV é a tuberculose (TB) que, a cada ano, é a causa de um terço das mortes nessa população.rn
Tratamentorn
Ainda não existe cura para a infecção pelo HIV, embora os tratamentos sejam muito mais eficientes do que no passado. Uma combinação de medicamentos antirretrovirais (ARVs) ajuda a combater a multiplicação do vírus e permite que os pacientes levem vidas mais longas e saudáveis, sem que seu sistema imunológico seja afetado rapidamente. Esses medicamentos também são usados como medida preventiva, para diminuir a transmissão. Estima-se que, em 2021, 28,7 milhões de pessoas receberam tratamento antirretroviral, o que significa que pelo menos 9,7 milhões de pessoas vivendo com o HIV continuaram sem tratamento.rn
Prevençãorn
-Use preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais;rn
-Não compartilhe agulhas, seringas, canudos ou cachimbos;rn
-Fique atento ao uso de material esterilizado na aplicação de tatuagens e piercings;rn
-Realize o pré-natal, com exames regulares, durante a gestação;rn
-Verifique o uso de materiais esterilizados em clínicas odontológicas, manicures e barbearias;rn
Evite o uso abusivo de álcool e outras drogas ilícitas. Elas podem alterar o nível de consciência do indivíduo e a capacidade de tomar decisões sobre a forma de se proteger.rn
Com informações da Secretaria Estadual de Saúde e Médicos Sem Fronteiras.
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