Guaxupé amanhece em choque com a tragédia do assassinato de família

Out 4, 2019 - 09:03
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Guaxupé amanhece em choque com a tragédia do assassinato de família
Guaxupé amanhece em choque com a tragédia do assassinato de família

O clima na cidade desde a noite de quinta-feira é de choque, indagação, revolta e muita dor. Uma notícia que até então estamos acostumados a assistir pela tevê de repente acontece assim, debaixo de nossos olhos, envolvendo a casa ao lado, a família amiga, o colega de trabalho, o aluno.rn

Por onde se anda o silêncio é quebrado por questionamentos para tentar entender tamanha tragédia e de novo o silêncio em respeito às famílias.rn

OS FATOS                                       

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Era por volta das 19h40 quando a polícia militar foi chamada na Rua Conceição Aparecida, 185, Parque dos Municípios II. A cena era um filme de terror, com um corpo estirado ao chão com muito sangue e mais vítimas dentro de um veículo.rn

No local, os policiais encontraram um Fiat Strada Fire cinza com seu condutor, Emerson Donizete Ferreira, 48 anos, eletricista, baleado na cabeça. Ao seu lado estava a esposa Eliete Diniz Pereira, 43 anos, secretária, e o filho do casal, Felipe de Oliveira Ferreira, 10 anos, também baleados mais ainda com vida. Os dois foram resgatados pelos militares e levados para o Pronto-Socorro, onde após atendimento, não resistiram e faleceram.rn

O atirador, Paulo Roberto da Silva, 52 anos, conhecido como Paulinho lenhador, estava morto alguns metros da família, com um tiro na cabeça. Ao seu lado foram encontrados uma pistola calibre 38 e um revólver calibre 32.rn

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ARMAMENTOrn

Na porta da casa de Paulinho, os policiais encontraram uma bolsa com uma garrucha e cerca de 90 munições intactas, cartuchos vazios, chumbo granulado, estojos de armamento. Dentro da residência foram localizadas uma espingarda carregada, calibre 38 com luneta, e uma espingarda de pressão. Em outra bolsa estavam duas garrafas pet com combustível, um machado, um canivete, um pedaço de arame com pano na ponta, documentos pessoais e bancários.rn

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COM TUDO ACONTECEU

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Segundo vizinhos das vítimas, antes do crime acontecer, Paulinho estava sentado na calçada de sua casa demonstrando nervosismo e agitação. Quando o carro da família chegou, ele começou o disparo usando duas armas. Em seguida saiu correndo e alguns metros depois, disparou contra a própria cabeça.rn

O comentário no local é de que Paulo e Emerson estavam tendo desentendimento por conta de dívida financeira. Comentaram também que outros dois vizinhos estariam chamando Paulo de gay e que na hora do ocorrido, ele teria descido a rua para também ‘encontrar’ com eles.rn

Paulo morava sozinho, sem contato com a família.rn

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VELÓRIO

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A Prefeitura Municipal decretou luto oficial de três dias e a escola Cieg, onde o garoto estudava, teve as aulas suspensas.rn

Emerson, Eliete e Felipe estão sendo velados no velório da Praça da Saudade e serão sepultados no cemitério Parque Alto da Colina, às 14h30.rn

Paulinho está sendo velado no cemitério Parque Alto da Colina e será sepultado às 9h.

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