Famílias denunciam falta de investigação sobre desaparecimento dos jovens em Santa Catarina

Jan 2, 2026 - 14:01
 0  1.8mil
Famílias denunciam falta de investigação sobre desaparecimento dos jovens em Santa Catarina
Famílias denunciam falta de investigação sobre desaparecimento dos jovens em Santa Catarina

A Polícia Civil de São José, em Santa Catarina, ainda não iniciou as investigações sobre o desaparecimento dos jovens Bruno Máximo da Silva, 28 anos; Daniel Luiz da Silveira, 28; Guilherme Macedo de Almeida, 20; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19, ocorrido desde o último dia 28. Eles são moradores de Guaxupé e Guaranésia, e haviam se mudado há pouco tempo para aquela cidade.rn

>>>> Receba as notícias pelo Whatsapp clicando aqui rn

A mãe de um dos jovens, Elizabeth, relatou que, diante da ausência de ação oficial, decidiu viajar até Santa Catarina para acompanhar o caso. “Meu filho mais velho alugou um carro com um amigo e viemos. Muitos amigos também nos ajudaram com dinheiro para conseguirmos nos manter aqui”, contou.rn

Os familiares chegaram às 10 horas da manhã desta sexta-feira, dia 2, e seguiram diretamente para a Delegacia de Flagrantes. No entanto, foram informados de que, no âmbito legal, não haveria andamento imediato, apenas a partir da próxima segunda-feira.rn

Diante da demora, eles iniciaram buscas por conta própria, mas evitam entrar em áreas consideradas de risco, como favelas.rn

O clima entre os parentes é de desespero e angústia. “As famílias estão desesperadas por notícias. Queremos respostas e ações concretas”, reforçou a mãe de Guilherme.rn

Um jornal catarinense divulgou informações obtidas por uma fonte policial de que os rapazes teriam sido executados por uma facção criminosa com forte atuação no Estado e que os corpos, conforme o relato, teriam sido enterrados em local ainda desconhecido, em um suposto “cemitério da facção”.rn

Um policial militar do SOS Desaparecidos, em entrevista ao Correio Sudoeste nesta sexta-feira, dia 2, afirmou que estão em contato constante com os familiares. “Eles ligam quase diariamente, duas, três vezes, querendo informações. Oficialmente não temos nada para repassar. No momento em que sair alguma nota de um órgão oficial do Estado dizendo que foram encontrados, ou que houve a localização de algum corpo e que seriam eles, aí sim vamos informar a família. Até o momento não há nada disso”, declarou.rn

O policial acrescentou que o trabalho de divulgação já foi realizado: “Nós fizemos toda a parte de divulgação. Disparamos informações para as viaturas e para as CRS de toda a região da Grande Florianópolis. Nossas redes sociais são muito fortes, temos reconhecimento estadual e nacional, então recebemos muitas informações e repassamos à Polícia Civil. Por conta da capilaridade da Polícia Militar, presente em todos os municípios catarinenses, conseguimos coletar muitas informações e encaminhá-las à Polícia Civil, que é a responsável pela investigação.”rn

O Correio Sudoeste tentou contato na Delegacia de Desaparecidos, sem obter resposta.

Qual sua reação?

Gostei Gostei 0
Não Gostei Não Gostei 0
Amei Amei 0
Engraçado Engraçado 0
Raiva Raiva 0
Triste Triste 0
Uau Uau 0