FALTA DE RESPEITO DE SECRETÁRIO COM VEREADORES FOI COMENTADO NA ÚLTIMA REUNIÃO DA CÂMARA
O comportamento dos nobres vereadores é algo realmente muito interessante. Ao longo das últimas legislaturas a Câmara Municipal vem passando por uma verdadeira desmoralização, fazendo com que a população e até mesmo parte da imprensa deixasse de comparecer nas sessões. A pandemia do Coronavírus também tem contribuído para este “esvaziamento”.rn
Quando o público comparece, alguns dos edis se empolgam e tentam mostrar serviço. Assim aconteceu na última sessão extraordinária, na quarta-feira, 1º de dezembro.rn
Constava da pauta daquela sessão a segunda votação de um projeto de lei de iniciativa do executivo que pretende estabelecer um “plano de turismo” no município.rn
No entendimento do vereador Paulo Rogério Leite Ribeiro, Guaxupé tem uma “vocação” para o turismo religioso e rural.rn
Vale aqui lembrar que Guaxupé, diferentemente do restante do Estado de Minas Gerais, não tem se quer um templo religioso preservado com os detalhes originais; a velha Catedral, construída na década de 1850, já foi demolida e a atual já não guarda muitos dos seus detalhes originais. Por outro lado a quase totalidade das velhas fazendas de café também já perderam a originalidade, sem falar que os aventureiros que não têm laços de sangue e nem com a tradição local, ao adquirir centenárias propriedades rurais, provocam uma verdadeira destruição do pouco que restava da tradição.rn
Durante as discussões do “plano de turismo”, Gustavo Vinícius mencionou que teria tentado um encontro com o secretário de turismo, porém o seu pedido não foi atendido; que ele teria novamente procurado o secretário e que este se mostrou contrário em atendê-lo alegando “eu nunca precisei de vereador e não vai ser agora que vou precisar”.rn
Na concepção de Gustavo Vinícius, secretário municipal apesar de não representar a população, só pode gerir a coisa pública com o aval dos vereadores, ou seja, a administração só pode fazer aquilo que foi autorizado pelo Poder Legislativo.rn
João Fernando saiu em defesa do colega dizendo que teria havido uma falta de respeito do secretário para com um dos representantes do povo; que o mencionado secretário, em eleições passadas, já teria se candidatado a vereador, porém não teria sido eleito.rn
Finalmente João Fernando sugeriu que a Câmara Municipal enviasse uma “nota de repúdio ao prefeito”, tendo em vista de que é ele quem nomeia os secretários.rn
O retro mencionado plano de turismo foi aprovado em segunda e definitiva votação.rn
Projeto de lei com vício de iniciativarn
Também constava da pauta daquela sessão um projeto de lei que pretende estabelecer punições para quem atropelar um animal e deixar de dar assistência ao mesmo. Não se pode deixar de reconhecer o mérito da proposta apresentada, porém legislar a este respeito é competência exclusiva do Congresso Nacional.rn
Apesar do projeto de lei ter sido aprovado em segunda e definitiva votação, caso seja sancionado pelo prefeito, poderá se transformar numa lei inócua e inaplicável.rn
“Tapa buraco”rn
Naquela sessão foi aprovado em segunda e definitiva votação um projeto de lei de autoria dos vereadores Donizetti Luciano dos Santos e Paulo Rogério que estabelece a obrigatoriedade das concessionárias de serviços públicos de recuperarem áreas que passaram por intervenção.rn
Durante as discussões Paulo Rogério declarou que “a Copasa parece um tatu, eles abrem buracos, retiram os paralelepípedos do leito das ruas e não recolocam as pedras nos devidos lugares” e que nas vias públicas pavimentadas com massa asfáltica o serviço é “mal feito”, deixando os postos de visita de galerias em situação irregular.rn
Já o vereador Marcelo Cunha disse que os vereadores precisam fiscalizar as obras da Prefeitura, que os postos de saúde da rede municipal têm passado por intervenções, porém pouco tempo depois necessitam de reformas. No entendimento do vereador as empreiteiras precisam se responsabilizar pelos serviços e obras executadas.
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