Empresário afirma que custo de iluminação do trevo pode estar acima do valor de mercado

Nov 1, 2019 - 20:30
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Empresário afirma que  custo de iluminação do trevo pode estar acima do valor de mercado
Empresário afirma que custo de iluminação do trevo pode estar acima do valor de mercado

A CPI  que investiga a implantação do sistema de iluminação dos trevos de acesso à cidade de Guaxupé procedeu à oitiva do empresário Juscelino Ferraz de Araújo na última quarta-feira, 30, na Câmara Municipal.rn

 A CPI foi instaurada a partir da inciativa do vereador Jorginho, que contou com a assinatura de mais cinco vereadores.rn

Em virtude de portaria do presidente daquela Casa, Léo Moraes, foram nomeados Donizete Luciano (Zettinho), presidente, Paulinho Beltrão, relator, e Ari Cardoso, membro da CPI.rn

No último dia 23, Jorginho prestou esclarecimento na CPI alegando que o sistema foi implantado em 2016, ano eleitoral, e que os administradores municipais alegavam na época que o sistema seria inédito, uma vez que usava o sistema fotovoltaico, ou seja, o equipamento a partir da energia solar passaria a produzir energia elétrica que seria direcionada para a rede da Cemig; que a quantidade gerada seria suficiente para abastecer as luminárias e ainda geraria um crédito que seria utilizado na compensação da energia elétrica consumida em outras repartições públicas.   rn

O vereador alegou que a energia que está sendo gerada está cobrindo apenas 30% do que está sendo consumido, ou seja, de que o sistema supostamente seria deficitário. Ele ainda acrescentou que antes da realização do processo licitatório para a contratação de empresa especializada para implantação do sistema, uma empresa da qual Juscelino Ferraz de Araújo seria sócio teria elaborado um projeto, no qual seriam engastados de 140 postes, com um custo total de R$ 900.000,00, porém a Prefeitura teria adquirido o sistema de outro fornecedor, por aproximadamente R$ 2 milhões.rn

Finalmente Jorginho sugeriu aos membros da CPI que determinassem uma pericia técnica para comprovar as supostas irregularidades.rn

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Diante das informações de Jorginho, a CPI convocou o empresário Juscelino Ferraz de Araújo para prestar informações.rn

 Juscelino informou que devido a problemas burocráticos a empresa da qual ele é sócio não participou da licitação; que o projeto apresentado pela sua empresa apresentava um custo variando entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão e que ele “estranhou” que a Prefeitura tenha contratado a implantação por aproximadamente R$ 2 milhões. Ele disse que “acredita” que a licitante não tenha cumprido todo o cronograma previsto no edital de licitação; que até onde ele sabe, o projeto desenvolvido pela empresa contratada supostamente não estaria aprovado pela Cemig.rn

Paulinho Beltrão perguntou se a implantação do sistema de iluminação poderia ter provocado algum tipo de prejuízo. Respondendo o empresário disse que “acreditava que o valor pago teria sido muito alto”.rn

Ari indagou se a “iluminação dos trevos” poderia ter provocado algum prejuízo tecnológico ou financeiro. Juscelino respondeu que, possivelmente, pode ter havido prejuízo financeiro e que não sabia de onde “teria vindo este valor de dois milhões de reais”.rn

Donizete Luciano mencionou que o custo por poste engastado teria ficado em torno de R$ 14 mil. Diante disto perguntou se este valor estaria compatível com o de mercado. Respondendo, Juscelino disse que este valor seria “muito acima do de mercado”.rn

Ari perguntou se a contratação teria sido um bom negócio para a Prefeitura ou para a empresa contratada. Respondendo o empresário disse que teria sido um bom negócio para a empresa, mas para a população não.rn

Paulinho Beltrão perguntou se atualmente o valor de dois milhões de reais estaria no preço de mercado. Respondendo, o empresário declarou que em 2016 seu sócio apresentou um pré-projeto com preço variando entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão e que ele “acredita” que hoje o valor não seria muito diferente.rn

Data a palavra a Jorginho, este voltou a falar que o sistema estaria gerando apenas 30% da energia que estaria sendo utilizada para a iluminação dos trevos, diante disto perguntou a Juscelino onde poderia estar o erro. Respondendo, o empresário declarou que aquele tipo de placa fotovoltaica gera, em média, 30 KW/dia e que cada lâmpada de 100 watts, a cada 10 horas, consome 1KW, portanto deveriam sobrar 29 KW a cada 10horas e que se isto não estiver ocorrendo algo de errado pode estar acontecendo.rn

Finalizando o empresário ficou de apresentar, num prazo de 15 dias, uma planilha atualizada de custos, bem como da capacidade de energia gerada e consumida.

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