Depois de 90 anos, uma mulher assume a presidência da OAB em Guaxupé
Na última terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Dra. Márcia Zampar Jorge, vice-presidente da 57ª Subseção da OAB/Guaxupé, assumiu interinamente a presidência da instituição, devendo permanecer neste auto posto até no próximo domingo, 13 de março de 2022. Este é um fato inédito na história da Ordem dos Advogados em Guaxupé; demonstrando a grande sensibilidade, consideração e respeito para com as senhoras advogadas por parte do atual presidente, Dr. Marco Antônio Alves.rn
Deste de que foi criada a subseção local, em 1932, a presidência sempre foi ocupada por pessoas do sexo masculino.rn
Portanto, nestes 90 anos de história da Ordem dos Advogados em Guaxupé, é a primeira vez que uma mulher assume a presidência.rn
Depois de eleitos em 26 de novembro passado, em primeiro de janeiro último, o Dr. Marco Antônio reassumiu a presidência no seu quarto mandato consecutivo e a Dra. Márcia a vice-presidência. Em virtude da pandemia do Coronavírus a solenidade de posse foi postergada para o próximo dia 7 de abril.rn
Dra. Márciarn
A Dra. Márcia, além de ser advogada, é mestra e doutora em Ciências Jurídicas pela Universidade de Buenos Aires, Argentina.rn
Ela já foi homenageada internacionalmente por três vezes consecutivas. A primeira aconteceu em Roma, na Itália; a segunda em Granada, na Espanha, com a Medalha Miguel Servantis; e a terceira na cidade do Porto, em Portugal.rn
Ela também é coautora da obra “Juristas do Mundo”, volume III e IV, publicação que versa sobre a ética e o Direito como ciência na busca de uma doutrina sólida e no aperfeiçoamento das instituições jurídicas no Brasil, Argentina, Colômbia, Itália, Espanha, Peru e Portugal, entre outros países da América do Sul e da Europa.rn
Em 11 de abril de 2015 ela assumiu a presidência da Rede Internacional de Excelência Jurídica no Estado de Minas Gerais.rn
A Dra. Márcia é uma legítima representante dos descendentes de imigrantes que tanto contribuíram e contribuem para o progresso e desenvolvimento desta região. Sua mãe é descendente de imigrantes austríacos com origem na Itália e seu pai descendia de sírios libaneses.rn
Ela herdou de sua bisavó materna, Ângela Paziana, falecida em 18 de outubro de 1928, a garra da mulher imigrante que abrigava em seu manto, e no seu carinho, o amor pelos filhos com as forças de uma fé que foi uma constante inspiração; de seu bisavô materno, Fábio Zampar, a estrondosa capacidade de trabalho com suas normas de vida onde tudo a seu ver se resumia no bem que se alcança através do esforço que se emprega e pelo sacrifício que se submete; de seu avô paterno, o também saudoso Abrão Jorge, a incomensurável capacidade de fazer amigos e conquistar amizades duradouras.
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