‘Da minha cor’: Garotinho se emociona ao encontrar Papai Noel negro em shopping
A reação de um garotinho de Salvador (BA) ao visitar um Papai Noel em um shopping tem emocionado internautas de todo o Brasil. O brilho nos olhos de Rhuan diante do bom velhinho tem motivo mais que especial: ele se reconheceu em um Papai Noel negro – ou nas palavras dele, “um Papai Noel da minha cor”.rn
A emoção do menino foi tanta que ele saiu em disparada em direção ao Noel. A cena foi registrada pela prima de Rhuan e responsável pelo encontro, a influenciadora digital Lorena Rufino. Mais tarde, ela publicou o vídeo do momento no Instagram, e as imagens somam mais de 3 milhões de visualizações desde então.rn
Ao BHAZ, Lorena explica que o encontro de Rhuan com o Papai Noel foi uma surpresa preparada por ela. “Eu lembrei da minha infância mesmo, porque eu não me via sendo representada. Geralmente minha mãe me levava nos shoppings e eu via os papais noéis brancos. Então eu quis fazer essa surpresa para ele”, afirma.rn
Lorena diz que a pauta da representatividade sempre foi presente no ambiente familiar. “Meu tio [pai de Rhuan] sempre coloca artistas negros para ele ver”. E no encontro natalino não deu outra: o pequeno pediu ao bom velhinho um ingresso para o parque do Michael Jackson de presente. “E o Papai Noel jurou que o ingresso estaria embaixo da árvore no dia 25”, se diverte ela ao lembrar do pedido.rn
Diversidade e representatividadern
Lorena conta ainda que a missão de encontrar um Papai Noel negro foi complicada. A jovem de 24 anos relata que entrou em contato com vários shoppings da região antes de achar o bom velhinho do Parque Shopping Bahia, na cidade de Lauro de Freitas.rn
A família fez a viagem de cerca de 50km entre a capital da Bahia e a cidade. Lá, foram direto ao shopping encontrar o Papai Noel. “Salvador é a cidade com mais pessoas pretas fora da África e só encontrei um shopping com Papai Noel preto”, diz ela.rn
Para Lorena, a iniciativa do Parque Shopping Bahia é um exemplo a ser seguido. “Eu vejo uma mudança pequena, mas vejo uma mudança. Existem mais referências pretas e africanas que trazem essa representatividade para as crianças e eu acho isso muito importante”, finaliza.rn
Publicado pelo site BHAZ
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