CRISE POLÍTICA ABALA LIDERANÇAS DO PREFEITO NA CÂMARA MUNICIPAL
Depois de algumas sessões legislativas realizadas de forma online, a Câmara Municipal de Guaxupé promoveu a 11ª sessão ordinária, na última segunda-feira, 12, de forma presencial, porém sem público, apenas com os membros da imprensa.rn
Iniciada a sessão, o presidente Zettinho solicitou que fosse realizado um minuto de silêncio em homenagem aos 130 mortos vítimas do coronavírus em Guaxupé.rn
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INSATISFAÇÃO rn
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A sessão ficou caracterizada pelo pronunciamento dos vereadores Léo Moraes, Danilo Martins e Paulo Rogério.rn
Os três sempre foram ferrenhos defensores do grupo político que vem sem se mantendo a frente da administração municipal ao longo dos últimos nove anos.rn
Danilo Martins e Léo Moraes, inclusive, já foram líderes do prefeito na Casa Legislativa e Paulo Rogério, que foi assessor de comunicação da Prefeitura por oito anos em administrações passadas, na presente legislatura ocupava a posição de líder no prefeito na Câmara Municipal.rn
Através de um caloroso discurso, o vereador Paulo Rogério comunicou seu desligamento como líder do prefeito na Câmara ressaltando que se mantinha leal à administração. Ele também defendeu a união de forças para um esforço concentrado para o “pós-pandemia”, com a geração de renda e empregos.rn
De forma incisiva e contundente, Léo Moraes mencionou que estava declarando a sua “insatisfação” com um dos secretários municipais. Segundo o vereador, ele, na condição de representante do povo, na última quarta-feira, 7, teria se dirigido até uma das secretarias mas não foi recebido pelo responsável da pasta.rn
De forma taxativa, Léo Moraes declarou que ele tinha sido eleito com o voto popular e que o mencionado secretário teria alçado ao cargo por ser um “apadrinhado político”, que o mesmo não teria um bom relacionamento com os servidores da respectiva pasta. Continuando, o vereador disse foi recebido pelo prefeito no gabinete e até na residência do mesmo.rn
Para finalizar sua fala, Léo solicitou que a presidência da Câmara enviasse um ofício à diretoria da Santa Casa local solicitando informações sobre a incidência de óbitos, que ele considera grande, de pacientes que foram internados nos últimos tempos. No entendimento do vereador, supostamente, é “assustador” a quantidade de pacientes que morreram após serem internados, e ainda acrescentou “se a Santa Casa não tem capacidade para atender 15, que atenda 10, e que encaminhe os excedentes para outros hospitais”.rn
Danilo Martins também não poupou desagravos. Mencionou que os edis encaminham ofícios aos secretários municipais e que na maioria das vezes a resposta é sempre a mesma, evasiva, porém deixam de responder com relação à possibilidade ou impossibilidade técnica do pleiteado. No entendimento dele “a Casa Legislativa precisa ser tratada com mais respeito pelos secretários”.rn
Danilo alegou que a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou uma lei que determina que os secretários municipais daquele município sejam obrigados a prestar informações na mencionada Câmara sobre as respectivas atuações. Desta forma ele defendeu que em Guaxupé também seja criada uma norma jurídica semelhante fundamentando que a cada quatro meses a secretaria de Finanças já presta conta das receitas e despesas do quadrimestre. rn
Assim ficou evidente a verdadeira crise política que se instaurou entre o executivo e o legislativo local.rn
Informações não-oficiais dão conta de que a administração municipal iria fechar um acordo com um deputado federal ligado a um dos vereadores que fazem parte da base aliada do prefeito, porém o “negociador” teria acertado com outro deputado que, inclusive, faz oposição à atual administração.
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