Colheita Cultural traz novamente diversas atividades que vai movimentar a zona rural de Guaxupé e de Tapiratiba
Dias 13 e 14 de julho, acontece a 3ª Colheita Cultural, um evento voltado para a integração entre Arte e Agricultura, realizado na “Fazenda Tulha: Agricultura Criativa”, uma fazenda tradicional de café, localizada na fronteira entre Guaxupé-MG e Tapiratiba-SP. rn
Com ingressos gratuitos, junto à contribuição consciente, o festival é aberto ao público de todas as idades e terá atividades como música, teatro, capoeira, artes visuais, cafeicultura sustentável, agroecologia, artesanato, dança, ciclismo, gastronomia e cinema.rn
“Aqui reunimos uma multiplicidade de expressões culturais significativas! A colaboração coletiva é o coração da nossa Colheita Cultural, tornando cada edição, um momento e encontro único e memorável”, avalia a produtora cultural Carolina Garcia Marques, uma das coordenadoras do evento.rn
A 3ª Colheita Cultural é produzida pelo ponto de cultura “Tulha Cultural”, organizado pelo coletivo Mamulengo Flor do Cafezal, com apoio do Circuito Cultural Canastra-Rio Grande e através do Edital LPG 10/23 - Mostras, Festivais e Feiras Multiculturais - Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) de Minas Gerais - Ministério da Cultura/ Governo Federal.rn
O local do evento é a histórica Fazenda Tulha, uma típica fazenda cafeeira do Sul de Minas com seus terreiros, secadores e tulhas de café. rn
“O diferencial desse território é o despertar para a valorização das suas riquezas culturais. O reconhecimento da riqueza humana presente em sua agricultura, como suas manifestações artísticas, conhecimentos botânicos, história, construção ambiental e espiritualidade”, destaca o engenheiro agrônomo Vítor Ribeiro, responsável pela fazenda e também coordenador do festival.rn
Todas as atividades são de valorização da diversidade da cultura local e regional.rn
Entre as atrações artísticas: o espetáculo “O Sumiço do Presépio”, com o grupo Mamulengo Flor do Cafezal; a apresentação da Família Vardoeste, com as “Modinhas da Roça”; o show musical “Cantando a gente brinca”, com grupo musical “Catavento Cantante” e uma noite de forró com o grupo Rasgaceiro, de Poços de Caldas.rn
A cultura cafeeira no Sul de Minas será tema do espetáculo “Canta Grão’, do grupo Coletiva Eco, de Guaxupé. O grupo Coletiva Eco foi fundado em 2020 por Gabriel Ricciardi, Laise Diogo, Mariana Magno e Mariane Herédia com o objetivo de promover ações coletivas de divulgação cultural nas artes literárias, cênicas, visuais, audiovisuais e musicais. rn
Oficina e exposição de cerâmicarn
Durante o evento será montado um forno de queima de cerâmica, atividade voltada à integração com a comunidade, para suprir as demandas da oficina “Cerâmica no Mato”, atividade que será liderada por Gabriele dos Santos Corrêa e por Javier Sotelo. Gabriele é artesã ceramista, estudante e experimentadora de cerâmica ancestral africana e indígena e Javier é ceramista produtor de utilitários, esculturas desde a sua juventude na Argentina. A oficina vem apresentar a cerâmica de forma prática, realizando a confecção das peças, construção do forno e a queima. rn
A programação tem ainda oficinas, exposição de artesanato e passeio pelos cafezaisrn
A programação conta ainda com atividades lúdicas e educativas como muralismo (arte em mural), viola caipira, aula de forró, rodas de conversa e oficinas criativas. rn
Na “Oficina Bichos do Mato", os alunos serão incentivados a criar imagens de bichos se servindo de materiais naturais diversos, como folhas, frutos, gravetos e pedras. Os bichos serão fotografados, gerando um inventário das criações. O trabalho é ministrado pelo grupo Casa Volante, que desde 2009 atua na criação e produção de espetáculos de teatro de bonecos e filmes de animação no Sul de Minas. rn
“Mais do que um evento, trazemos aqui uma experiência de convívio social através da arte, voltado para toda a família! Buscamos criar um ambiente democrático que reúna tanto pessoas da cultura local, quanto turistas, oferecendo a oportunidade de voltarmos a ligar a cultura humana que existe em torno da Agricultura.Celebramos a cultura de raiz, a arte popular, a gastronomia local, com uma pequena feira de gastronomia e artesanato, promovendo uma imersão completa em nosso patrimônio cultural”, avalia Carolina Marquesrn
Como acontece durante o período de colheita do café, uma das bases da economia regional, os convidados da 3ª Colheita Cultural poderão percorrer alguns espaços da fazenda, conhecendo o funcionamento e o modo de produção que, atualmente passa por um processo de transição, com valorização de modelos agroecológicos.rn
Durante os dois dias de evento, expositores locais e regionais vão participar de uma feira de artesanato, aberta das 10 às 18h. Também será montada uma feirinha de comes e bebes, com comidas típicas regionais. rn
Veja a programação completa: Colheita Cultural (@colheitacultural) • Fotos e vídeos do Instagram rn
A entrada é gratuita, mas quem deseja participar, precisa retirar seus ingressos através do link:rn
https://www.sympla.com.br/evento/3-colheita-cultural/2488571rn
A Colheita Cultural é um projeto possível através da Lei Paulo Gustavo, mas também tem ações mantidas através de contribuições voluntárias. Quem deseja apoiar, pode doar qualquer valor através do pix: tulhacultural@gmail.comrn
Sobre a Fazenda Tulha - ( Fazenda - Fazenda Tulha)rn
A fazenda Tulha foi fundada na segunda metade do século XIX e fica localizada na divisa entre o município de Guaxupé, na região das montanhas cafeeiras do Sul de Minas e o município de Tapiratiba, no estado de São Paulo. Além do café arábica certificado, a fazenda produz banana, jabuticaba e manga em sistema agroecológico.rn
A fazenda tradicional tem transitado para um modelo de cultivo sustentável, que adota práticas agroecológicas, integrando valores culturais do território, tendo em vista que as pessoas cultivam e são cultivadas pelo meio ambiente onde estão inseridas. Assim, a fazenda divide o conjunto de práticas socioambientais e culturais no tripé agricultura, meio ambiente e o fazer artístico.rn
“A cada ano, percebemos que o cultivo de espaços de arte na zona rural e a formação de circuitos neste espaço, traz de volta o fortalecimento dessas comunidades interioranas e o convívio, melhorando a qualidade de vida com impacto positivo, contribuindo para o desenvolvimento econômico e cultural da região”, avalia Carolina.rn
A coordenação e a concepção do evento são de Carolina Garcia Marques e Vítor Ribeiro.rn
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