CLUBE GUAXUPÉ COMPLETA 100 ANOS
No dia 5 de fevereiro, o Clube Guaxupé estará completando 100 anos de existência e atividades, proporcionando lazer e entretenimento aos seus associados.rn
Para marcar a efeméride, os pesquisadores e historiadores Wilson Ferraz e Maria Luiza Lemos Brasileiro promoveram um resgate histórico da instituição a partir de velhos processos judiciais, arquivos do jornal Folha do Povo, atas de reuniões das diretorias e das assembleias gerais, além de outros documentos. rn
Conforme explica os historiadores, o documentário foi digitado no formato “A -4”, em 182 laudas e dividido em 10 capítulos: O Primitivo Clube Guaxupé, Automóvel Clube de Guaxupé, Ressurgimento do Clube Guaxupé, Sede Campestre, Diretorias, Festejos Carnavalescos, Eventos, Dissabores, Nomes que ficaram gravados na História do Clube Guaxupé e Festejos do Centenário.rn
Embora o trabalho seja minucioso, Wilson alerta que o documentário está “deveras incompleto”, em virtude da ausência de fontes primárias que poderiam apresentar mais detalhes a respeitos dos múltiplos eventos realizados ao longo de um século e que em virtude disto muitas omissões poderão ter ocorrido.rn
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Conheça um pouco da história da instituição:
rnA criação do Clube Guaxupé aconteceu por iniciativa de Luiz Costa e de Oswaldo Dias Ferraz. O ato de fundação se deu em 5 de fevereiro de 1920, porém a inauguração oficial ocorreu em 3 de abril daquele ano, tendo como orador o Dr. Adolpho Bastos de Castro, juiz do Termo Judicial de Guaxupé.rn
A instituição iniciou suas atividades em um prédio alugado, então propriedade da empresa Miguel Abrahão & Companhia, localizado na Avenida Paulo Carneiro, nº 54, atual Avenida Conde Ribeiro do Valle, esquina com a Rua Pereira do Nascimento. Segundo a tradição oral, esta edificação seria onde, posteriormente, funcionou a loja de Ney Damitto.rn
No ano de 1925 a agremiação social procedeu à venda de títulos de sócios remidos para a formação do capital social. Assim, em março daquele ano, foi adquirido de Anna Jesuína de Magalhães Costa, viúva do saudoso Américo Ribeiro Costa, um terreno localizado na atual Avenida Conde Ribeiro do Valle, nº 183, onde foi construída a primitiva sede social.rn
Até 21 de março de 1926 observa-se uma escrituração regular e ausência de dívidas. A partir de 3 de abril de 1926 a presidência é transferida à Carlos Costa Monteiro, o saudoso Carluta.rn
Já na administração de Carluta, mais precisamente no período compreendido entre 15 de agosto de 1926 e 1º de março de 1929, existe uma total ausência de registros. E o que é pior, em uma assembleia realizada em 7 de abril de 1929 é constatado um passivo avultado na importância de Rs. 166:132$800 (cento e sessenta e seis contos, cento e trinta e dois mil e oitocentos réis).rn
Naquela assembleia ficou deliberado de que a sociedade seria liquidada em favor dos credores.rn
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Automóvel Clube de Guaxupé
rnAcontece que, em 16 de junho de 1929, ou seja, 69 dias após a realização da assembleia que deliberou pela liquidação do Clube Guaxupé, é fundado o Automóvel Clube de Guaxupé.rn
Tudo nos leva a crer que o endividamento se deu em virtude de má administração de Carlos Costa Monteiro, uma vez que as dívidas foram contraídas antes da famigerada “Crise de 1929”.rn
Partindo desta premissa, acreditamos que uma nova razão social, Automóvel Clube de Guaxupé, tenha sido criada para salvaguarda da primitiva entidade, criada em 5 de fevereiro de 1920 e que passava para a administração de outro grupo de pessoas.rn
Para a constituição do “Automóvel Clube de Guaxupé” foi feita uma “chamada de capital” com a venda de “quotas”. Com a subscrição foi possível levantar um capital de 113 contos de réis, importância que deve ter sido somada à venda de títulos de sócios remidos, permitindo a liquidação do passivo do primitivo Clube Guaxupé.rn
Assim ressurge a entidade, agora com uma nova razão social, criada oficialmente em 16 de junho de 1929.rn
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Novamente Clube Guaxupé
rnEm 7 de junho de 1946 aconteceu uma assembleia geral extraordinária, quando foi deliberado pela alteração da denominação da entidade, retornando à razão social primitiva, Clube Guaxupé, bem como pela aprovação dos novos estatutos.rn
No início de 1948 surgiu a ideia de se reformar a primitiva sede social, construída em 1925, porém o fato só viria se concretizar em 1952, na administração do também saudoso Sálvio Calicchio.rn
Em 16 de março de 1952, em assembleia geral, ficou acertado de que se deveria proceder a uma reforma e ampliação do prédio já existente.rn
No período em que se realizaram as obras, o Clube Guaxupé funcionou interinamente no Edifício Casagrande, também localizado na Avenida Conde Ribeiro do Valle, porém no número 214.rn
Apesar da edificação ainda se encontrar em obras, a sede social retornou ao seu prédio próprio no período compreendido entre 26 de julho e 15 de dezembro de 1953, porém a solenidade oficial de inauguração só viria acontecer em 30 de dezembro de 1957.rn
Em 13 de outubro de 1964 o Clube Guaxupé adquiriu dos irmãos Olavo e Oscar Barbosa, um terreno com 1.211 m², localizado aos fundos de sua sede social, para ampliação do prédio já existente.rn
O início das obras de ampliação e reforma do prédio, bem como a construção da “boatinha” só viria acontecer em 1966, na administração do presidente Walmor Álvaro de Toledo Russo.rn
Em 20 de julho de 1967, dia do início da Festa das Orquídeas daquele ano, foi inaugurada a entrada principal que dá acesso ao salão principal, localizado no andar superior, porém a “boatinha” só viria a ser inaugurada oficialmente em 31 de maio de 1974.rn
A partir de fevereiro de 1973 iniciaram-se as obras, e aquisição de equipamentos, para a implantação de um “balneário” (sauna) nas dependências do Clube Guaxupé, o qual viria a ser inaugurado oficialmente em 31 de maio de 1974.rn
Em outubro de 1974 cogitou-se a construção de piscinas em um terreno localizado no fundo do prédio que abriga a sede social da entidade, porém a ideia não vingou.rn
Ainda no ano de 1974, rachaduras voltaram a surgir, mais precisamente na ligação entre a parte antiga do prédio e a que havia sido edificada na década de 1960, quando foi construída a “boatinha”. Diante do fato foi contratada a empresa Consomeg Engenharia de Reforço de Fundações Limitada, da cidade de São Paulo, para apresentação de um laudo técnico a respeito do problema.rn
Infelizmente os problemas das trincas e rachaduras persistiram por longos anos causando dissabores e preocupações a várias diretorias da instituição, até que foram resolvidos definitivamente em 1983.rn
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Sede Campestre
rnEm outubro de 1985, a agremiação adquiriu uma área de aproximadamente 22 hectares, de Evanira Aparecida Puntel de Morais, com a intenção da implantação de uma sede campestre.rn
Apesar do terreno ter sido adquirido, a sede campestre não foi construída, permanecendo a área praticamente abandonada.rn
A partir do ano 2000, a instituição passou a enfrentar dificuldades financeiras, ocasião em que foi proposta a venda do terreno para fazer frente à demanda financeira.rn
Em 2004, o Clube Guaxupé firma uma parceria com a Empresa W.R. Negócios Imobiliários S/C Ltda., da cidade de Limeira SP, para que a área fosse loteada. A empresa ficaria responsável pela implantação de toda infraestrutura do loteamento “Jardim Ouro Verde” e em contra partida ficaria com 70% dos lotes urbanizados e os demais 30% ficariam para o Clube.rn
Por motivos desconhecidos, a mencionada empresa não levou a termo o pactuado.rn
No ano de 2011, com a anuência do Clube, a empresa parceira transfere seus direitos e obrigações para a Pavidez Loteadora e Incorporadora Ltda., tendo esta terminado as obras de infraestrutura, conforme o contrato original que havia sido firmado com a empresa W.R. Negócios Imobiliários.rn
Finalmente, em 2013, foram entregues 103 lotes urbanizados ao Clube, que os colocou à venda.rn
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Na atualidadern
No ano de 2015, o Clube mergulha numa de suas mais profundas crises com a renúncia de três membros da diretoria, inclusive o presidente. Nestas circunstâncias três integrantes do Conselho Deliberativo, Antônio Roberto Polito Medeiros, José Marcos de Oliveira e Daniel Gusman Ribeiro do Valle são convidados a ocupar as vagas dos que haviam renunciado.rn
Com o aumento das atividades do Clube, e após a reestruturação da sauna, dos equipamentos de ginástica e musculação, a demanda por energia elétrica acentuou-se de forma considerável. Desta forma, ainda no final de 2015, a diretoria deliberou pela instalação de um transformador próprio, com o respectivo padrão com caixa e rede de distribuição de energia elétrica, o que demandou investimentos de grande monta.rn
Atualmente a diretoria cogita a implantação de um estacionamento em um terreno localizado nos fundos da sede social com a intenção de complementação da renda da instituição.
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