Barranco da Rua Alcides Baldini, Prefeitura propõe solução negociada com confrontantes

Jun 2, 2017 - 21:53
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Barranco da Rua Alcides Baldini, Prefeitura propõe solução negociada com confrontantes
Barranco da Rua Alcides Baldini, Prefeitura propõe solução negociada com confrontantes

Aconteceu na última terça-feira, 30, às 14 h, no Teatro Municipal, uma audiência pública para discutir uma possível solução para o problema de um barranco localizado na Rua Alcides Balbini, que liga os bairros Nova Guaxupé com Taboão.rn

Embora o evento tenha sido divulgado pela imprensa, compareceram somente alguns dos proprietários de imóveis cujos fundos confrontam com a mencionada via pública e os secretários municipais de Meio Ambiente, Marcos Emanuel, e de Obras e Serviços Públicos, Eliton Pereira e os representantes do comandante do Pelotão dos Bombeiros Militares, Sargento Marcelo e Cabo França.rn

Conforme explicou o Sargento Marcelo, em fevereiro e março últimos, parte do material do barranco deslizou sobre a rua, atingindo cerca de 50% do leito da mesma.rn

 Segundo dados dos Militares, com a incidência de novas chuvas, existe a possibilidade de que novos deslizamentos possam ocorrer, inclusive com desmoronamento de uma residência, colocando em risco transeuntes e veículos que trafegam naquela rua.rn

Diante do risco iminente, os representantes da Prefeitura estão propondo a realização de algumas intervenções na tentativa de amenizar o problema. Porém o secretário de Obras alertou que as mesmas deverão ser realizadas antes que se inicie o período das chuvas, que deverá ter início em outubro ou novembro próximo.rn

Questionado por uma das proprietárias, se o barranco não estaria incluído na Faixa de Preservação Permanente, Eliton respondeu que aquela área já estaria consolidada, uma vez que a rua já existe há muitos anos.rn

Outra moradora indagou se as obras não seriam de responsabilidade da Prefeitura, tendo em vista que teria sido a municipalidade quem abriu a rua.rn

Marcos Emanuel mencionou que havia assumido a secretaria de Meio Ambiente em janeiro último e que a prioridade de sua pasta é resolver aquele problema.rn

Como a negociação não evoluía, os secretários municipais propuseram de que a administração municipal iria apresentar um projeto técnico, o qual será apresentado nos próximos dias para apreciação conjunta com os proprietários dos imóveis.rn

Finalmente, Marcos Emanuel mencionou que a administração municipal está procurando uma solução emergencial negociada com os proprietários.rn

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Origem do problemarn

No local onde atualmente encontra-se o leito da Rua Alcides Baldini, a partir de 1911, foi construído o ramal férreo de Juréia, da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Embora o leito da linha férrea fosse estreito, uma faixa de 30 metros de largura foi desapropriada, tendo sido lavrada a respectiva escritura pública.rn

A partir de 1961 o ramal férreo foi desativado. Na década de 1970 foi aberta a rua na faixa pertencente à Companhia Mogiana. Como o leito da linha era mais estreito, para abertura da via pública foi preciso escavar parte do barranco de um dos lados, tendo em vista que do outro lado havia o Córrego do Tijuco Preto.rn

Com esta intervenção, o barranco que antes tinha uma declividade com um ângulo aproximado de 45 graus passou a ficar a prumo, com uma declividade em torno de 90 graus, ficando suscetível a desmoronamentos.rn

Com o correr dos anos o problema foi se agravando.

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