APÓS ANÚNCIO DA REVOGAÇÃO DA FLEXIBILIZAÇÃO DO COMÉRCIO, PREFEITO AFIRMA QUE VAI MANTER DECRETO EM FAVOR DOS COMERCIANTES
Nunca na história de Guaxupé e talvez até do mundo todo, uma pandemia causou tamanha crise entre saúde e economia.rn
Muitas teorias foram descartadas desde o início da disseminação do coronavírus no mundo e a incerteza vem reinando até que se descubra a cura para a doença que na data de hoje, dia 01 de maio, já matou 235.290 pessoas. No Brasil, são 6.329 mortos, 91.589 casos confirmados. Por sorte, o número de curados também é considerável no país: 35.935.rn
Desde que no Brasil foi detectado as primeiras manifestações do Covid-19, vários Estados tomaram as devidas medidas preventivas e o isolamento social foi unânime, já que é defendida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pelo Ministério da Saúde.rn
Pegos de ‘supetão’, as atividades do comércio e da indústria consideradas não-essenciais foram paralisadas. Mesmo com algumas medidas emergenciais do Ministério da Fazenda, demissões e quebras de contratos foram uma das soluções encontradas por alguns proprietários. Fora isso, mais incerteza econômica e o número de casos no país seguindo a tendência mundial esperada, mas até então contida (sem um boom como era o temido).rn
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RETOMADA DO COMÉRCIO E OUTRAS ATIVIDADESrn
No dia 27 de abril, o governo de Minas Gerais lançou o programa “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”, criado pelo Governo Estadual por meios das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Saúde (SES-MG), sugerindo para as prefeituras a retomada gradual de comércio, serviços e outros setores, adotando protocolos sanitários, divididos por segmentos, que garantam a segurança da população.rn
“Não é uma obrigação implantar os protocolos, mas sabemos que muitas cidades já estão de portas abertas. O Governo de Minas está propondo a melhor maneira para agir com segurança. Caberá ao prefeito analisar, diariamente, o cenário epidemiológico e tomar a decisão correta”, reiterou o governador Romeu Zema.rn
Marcelo Cabral, secretário estadual de saúde, destacou que o programa não deve ser interpretado como uma autorização para que as pessoas possam ir às ruas, atitude que poderia gerar pressões sobre a curva de contágio da Covid-19. “Não se trata de relaxamento ou de flexibilização. Entendemos que cada município tem suas particularidades, suas peculiaridades. Então, haverá necessidade de que cada um prossiga com suas responsabilidades para evitar a propagação da doença”, avaliou.rn
O Grupo Técnico de Profissionais de Saúde do Ministério Público de Minas Gerais – GT-Saúde e o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais – NESCON deram pareceres contrários a flexibilização do comércio/atividades: Em conclusão, os peritos contraindicaram a abertura das atividades econômicas e serviços não essenciais “na atual fase de ascendência da curva de infecções baseada exclusivamente em dados clínicos e de inexistência de dados epidemiológicos sobre a imunidade da população”.rn
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POLÊMICA rn
Em Guaxupé, a Prefeitura Municipal, assim como a grande maioria dos municípios brasileiros, seguiu as orientações impostas pelos governos federal e estadual e através do primeiro Decreto declarou situação de Emergência na cidade. Outros Decretos foram divulgados para a adaptação das normas necessárias e obrigatórias para o comércio, prestadores de serviços, indústrias, etc.rn
Depois de mais de um mês com algumas atividades paralisadas e devido a pressão da grande maioria dos comerciantes, foi anunciando na noite do dia 29 de abril a volta, de uma só vez, de diversas atividades comerciais na cidade, divididas em “ONDAS” e que foram estabelecidas pelo Governo Estadual. Mas ao contrário da sugestão do governo, a maioria das atividades foram liberadas a funcionar de uma vez só e não escalonada, incluindo o funcionamento de bares, restaurantes e lanchonetes, com presença de clientes e sem entretenimento, desde que seguindo as orientações de prevenção.rn
A decisão provocou polêmica entre a população e no dia seguinte ao Decreto, na quinta-feira, foi grande a movimentação no comércio e inúmeras filas foram formadas em alguns locais. O uso de máscara é obrigatório e muitas pessoas acataram essa decisão.rn
No final daquela tarde, a Prefeitura de Guaxupé em uma transmissão ao vivo pelo Facebook divulgou que havia recebido uma recomendação do Ministério Público de Guaxupé solicitando que fosse revogado o decreto da flexibilização e que então estaria prevalecendo o anterior.rn
Minutos depois, pela rede social, o prefeito Jarbinhas, em lágrimas, afirmou que não acataria a recomendação, apesar de respeitar a justiça, mas pelo bem do comércio e prestadores de serviço estaria se colocando como responsável pela decisão.rn
O prefeito falou também que a flexibilização não descarta os cuidados de proteção e o uso da máscara, lembrando que as saídas de casa deverão ser feitas apenas se necessário.rn
Pediu para que a população o apoie na difícil decisão, fazendo sua parte com a proteção.rn
Ao final da transmissão, uma carreata com várias pessoas percorreu o trajeto da Prefeitura até a casa do prefeito para agradecê-lo.
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