Aos 47 anos, CORREIO continua com o objetivo de servir à população

Jan 21, 2020 - 22:56
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Aos 47 anos, CORREIO continua com o objetivo de servir à população
Aos 47 anos, CORREIO continua com o objetivo de servir à população

Além de ter registrado a história de Guaxupé nos últimos 47 anos, os arquivos do CORREIO SUDOESTE retratam sua própria história, pois esta era uma constante preocupação do diretor, Eloadir Almeida Vieira, falecido em maio de2010.rn

Conforme consta nos arquivos, em meados de 1972, Eloadir era recém-casado e, naquela época, cursava o 3º ano do curso Técnico de Contabilidade na Academia de Comércio São José.rn

Com a experiência que já possuía de outras escolas, ele resolveu editar um jornalzinho, denominado “O Acadêmico”. A iniciativa deu certo, com excelente aceitação, inclusive fora dos meios escolares. Como dizia Eloadir, “o jornalzinho chamou tanta atenção dos políticos da época, inclusive de Ítalo Russo, presidente da Associação Comércio Indústria de Guaxupé – Acig, e pai do então prefeito, Walmor Álvaro Toledo Russo”.rn

Diante disso, Ítalo manifestou a intenção de conhecê-lo, o que acabou acontecendo através do professor Antônio Carlos Rosseti, durante uma reunião da Acig.rn

A ideia era fundar mais um jornal semanário em Guaxupé, pois naquela época a cidade só contava com o jornal Folha do Povo.rn

Eloadir relatava: “Após algumas reuniões presididas por Ítalo Russo, ficou acertado de que este jornal teria o nome de CORREIO SUDOESTE, seria dirigido por Eloadir, tendo como diretor financeiro, o professor Menelau Russo, e como redator, o capitão Washington Ferreira de Toledo.rn

O primeiro número foi lançado no dia 21 de janeiro de 1973, impresso na Gráfica Marques. Antônio Carlos Marques (Moreno), proprietário da gráfica, era um verdadeiro herói compondo e imprimindo semanalmente as nossas edições à mão, datando letrinha por letrinha, pois naquele tempo, a composição em Linotipo era desconhecida na região.rn

Prevendo insuficiência de recursos financeiros, oriundos de propagandas comerciais, um grupo financeiro interessado na sobrevivência do jornal, formou um caixa para manutenção do semanário. Este caixa nunca chegou a usar, e o valor acabou sendo devolvido aos seus proprietários, pois desde a primeira edição, o CORREIO SUDOESTE foi autossuficiente sem nunca depender de outra renda, a não ser as propagandas das casas comerciais, que sempre prestigiaram o nosso trabalho. O comércio e a indústria, de maneira geral, jamais negavam uma publicidade no jornal. À princípio visavam mais a colaboração para manter a nossa imprensa”.rn

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Primeiros patrocinadoresrn

Os primeiros patrocinadores do jornal foram: Comercial Magnata, Distribuidora de Bebidas Mussarra, Casa das Linhas, S. Calicchio & Cia. Ltda., Produtos Alimentícios Guaxupé, Francischetti Lanches, Bazar Casagrande, Comercial Guanabara, Organizações Brasília, Casa Carloni, Cerâmica Santa Maria, Dr. Paulo Tavares Simas, Indústria e Comércios de Bebidas Nícoli, Cia. Geral de Eletricidade, Cine São Carlos e Camisaria Etiel.rn

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Impressão do jornalrn

O primeiro número saiu no dia 21 de janeiro de 1973, com quatro páginas em formato tablóide. Até o fim daquele ano, foi impresso na Gráfica Marques, em Guaxupé.rn

Depois, com a necessidade de aumentar mais duas páginas e a mudança de formato, o jornal passou a ser impresso na “Gazeta do Rio Pardo”, em São José do Rio Pardo, onde permaneceu por 13 anos.rn

No período, entre 13 de janeiro e 21 de setembro de 1975, o semanário foi impresso nas oficinas do “Jornal da Mantiqueira”, em Poços de Caldas.rn

A partir da edição nº 126, de 11 de novembro de 1975, é que o CORREIO SUDOESTE deu o grande passo, inaugurando sua oficina própria, na praça Paulo Carneiro. Naquela época, foi adquirida a impressora Linotipo, porém o grande problema foi conseguir um linotipista para operá-la e fazer a respectiva manutenção.rn

Com a falta de pessoa especializada, foi preciso buscar um linotipista no Rio de Janeiro, porém o mesmo permaneceu apenas um mês, deixando o serviço. Na sequência, foi contratado Roberto Rodrigues Pessoa, de Bauru, profissional capacitado e experiente, porém o jornal não tinha recursos para mantê-lo. Desta forma, Eloadir acabou se especializando na operação e manutenção da máquina.rn

Em 1979, foi adquirido o terreno no prolongamento da avenida Conde Ribeiro do Valle, esquina com a rua Pio Damião, e no local construída a sede própria do jornal. Novos maquinários foram adquiridos e além da impressão do jornal, a empresa oferecia serviços de impressão de panfletos, cartazes e jornais de cidades vizinhas.rn

Em 1995 aconteceu a tão esperada modernização dos equipamentos e a aquisição de novos maquinários. O jornal passou a circular com mais páginas, todas com fotos ilustrativas. Foi então que pela primeira vez, em 1997, os funcionários resolveram testar a impressão em cores. O primeiro jornal foi um suplemento de veículos. Na semana seguinte ao teste, a capa do jornal também começou a circular em cores.rn

Com facilidade de impressão, novos cadernos foram agregados ao caderno principal do Correio Sudoeste que chegou a circular nos finais de semana com até 34 páginas.rn

Muitas notícias importantes da cidade estão registradas nos arquivos do CORREIO que poderão ser futuramente digitalizadas para pesquisas através de dispositivos móveis.rn

Infelizmente, a última edição impressa do CORREIO SUDOESTE circulou no dia 10 de março de 2017, depois de várias tentativas de vencer a crise financeira que assolou o país junto do ‘boom’ das redes sociais. Mesmo assim, o jornal mantém as publicações de mais relevância no site www.correiosudoeste.com.br .rn

Como a plataforma do site foi alterada em 2019, para poder ser acessado por celular, as notícias mais antigas vão sendo incluídas esporadicamente para quem for realizar alguma pesquisa.rn

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O QUE VEM POR AÍ?rn

“Falar do futuro do CORREIO SUDOESTE é bem complicado.  Os jornais impressos diminuíram, a forma de comunicar também. Muitos acreditam que site dá dinheiro. Não é bem assim.rn

Para se manter um site de notícias há toda uma equipe de prontidão, 24 horas, inclusive finais de semana, o que é bem dispendioso. E como as redes sociais são gratuitas, e cada empresa possui a sua para seu marketing, são raras as que pagam para divulgação em sites de notícias, o que é um erro.  (Site sem conteúdo, não atrai clientes!!!)rn

Como editora e proprietária, minha maior preocupação é manter em circulação o nome do CORREIO SUDOESTE, que sempre foi referência em várias cidades e Estados por ser um jornal ético e imparcial. Dessa forma, as publicações que tem sido divulgadas são praticamente para um público mais seleto, de opinião e personalidade, e que de alguma forma contribui com o desenvolvimento da cidade. Estou deixando de lado a divulgação do sensacionalismo das notícias trágicas, publicando apenas os de maior relevância, e preferindo matérias que dão informações úteis.rn

Por enquanto, em um ritmo mais lento, o CORREIO SUDOESTE continua entre as mídias e acredito que na hora certa, se for a vontade de Deus, voltamos com força total para o bem da nossa Guaxupé”, Lucinéia Vieira.   

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